Fim das propinas? Mayan lembra que "educação não é gratuita"

O candidato a Presidente da República reuniu-se com estudantes de Coimbra, que defenderam a isenção de propinas.

Tiago Mayan discutiu com a Associação Académica de Coimbra as questões ambientais, abandono escolar e propina zero. Numa conversa de uma hora, por videoconferência, o candidato liberal defendeu que a isenção de propinas "não faz sentido".

O presidente da Associação Académica de Coimbra, João Assunção, definiu como prioritária a abolição de propinas no ensino superior, mas Tiago Mayan assumiu que tem uma posição contrária.

"A educação não é gratuita, tem custos e a propina até deve ser diferenciada tendo em conta a área científica. Um curso de medicina pressupõe custos muito mais elevados", explica.

Tiago Mayan, no entanto, assume que o acesso universal ao ensino deve ser garantido, mas o fim das propinas seria uma barreira ao sucesso escolar.

O candidato sublinhou ainda que o Presidente da República deve dar o exemplo. Na questão ambiental, revelou que não tem carro e dá primazia aos transportes públicos.

Já sobre as medidas do Governo para travar a pandemia, o candidato a Presidente da República admite que já nem percebe o que pode e não fazer. "O que não pode haver é falta de comunicação do Governo quanto às medidas anunciadas. O que fomos sempre vendo foram medidas contínuas, mas também com exceções que não são percetíveis ou não são adequadas", sustenta.

Questionado sobre os apelos de Marta Temido para que todos colaborem no combate à pandemia, Tiago Mayan garantiu que com ele a Presidente, a atual ministra da Saúde já não estaria no cargo.

"O Presidente da República já devia ter alertado para que a general Marta Temido não estar em funções, portanto já não teria problemas. O general Cabrita também já não deveria ser ministro, assim como Francisca Van Dunem. Tudo isto já se devia ter passado há algum tempo. Talvez com outros protagonistas as coisas corressem melhor", apontou.

O Governo tem de definir medidas com base em dados científicos, e não com critérios políticos, diz Tiago Mayan.

O candidato liberal terminou com um apelo para que ninguém tenha medo de ir votar, a 24 de janeiro, apesar do perigo real da pandemia. Os especialistas apontam para 60 a 70 por cento de abstenção nas eleições presidenciais.

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