Francisco Rodrigues dos Santos admite que legislativas são "prova de vida" para CDS

Líder do CDS defendeu o voto no partido, reafirmando que é o único voto verdadeiramente útil.

Francisco Rodrigues dos Santos assumiu que o partido é o mesmo de sempre, mas reconheceu também que as eleições de 30 de janeiro são uma "prova de vida". No Fórum da TSF esta sexta-feira, o líder do CDS fez um apelo ao voto aos próprios eleitores do partido lembrando que o CDS, apesar de nunca ter ganho eleições, sempre garantiu soluções governativas para o país.

"Sempre que houve mantas rotas soubemos estabelecer entendimentos com outros partidos para governar Portugal e salvar o país dos pântanos socialistas. O CDS sempre foi este legado de valores ao longo de toda a sua história. O relevante nesta altura é apelar a todos os eleitores do CDS ao longo destes 50 anos que, nesta prova de vida que temos pela frente, se desloquem às urnas e deem o voto de confiança ao CDS pelas mesmíssimas razões que os levaram a votar no nosso partido desde a sua fundação", explicou Francisco Rodrigues dos Santos.

O líder do CDS defendeu também o voto no partido, reafirmando que é o único voto verdadeiramente útil.

"É um voto útil porque é o único voto que garante que o PSD vai por bons caminhos e que um voto no PSD não vai parar ao bolso de António Costa. O CDS é o único partido que diz que não fará arranjinhos, nem com António Costa nem com a extrema-esquerda, nem formará um bloco central de interesses. Às pessoas que acham que ao votar no CDS não estão a permitir que o PSD vença as eleições, posso dizer-lhes que os votos do CDS servirão todos para formar uma nova maioria de direita no Parlamento. Não há um voto no CDS, um deputado na Assembleia da República, que vá somar à maioria de esquerda para formar Governo", afirmou o líder do CDS.

Questionado sobre os resultados das sondagens, que revelam uma descida dos votos no partido, o líder do CDS desvalorizou.

"Costumo dizer que o CDS, ao longo da história, está vacinado contra sondagens que sempre subvalorizaram o peso eleitoral do nosso partido. Sou muito cético relativamente às empresas de sondagens e quem está no mundo político há alguns anos sabe que muitas vezes elas são sondagens de alfaiate, fatos à medida dos interesses dos maiores partidos. Uma sondagem de empate técnico só beneficia os partidos do bloco central de interesses. Este esclarecimento é importante dar aos portugueses. Em 2015 demonstrou-se que já não interessa quem fica em primeiro lugar nas eleições, ou seja, quem as vence", acrescentou Francisco Rodrigues dos Santos.

LEIA AQUI TUDO SOBRE AS LEGISLATIVAS 2022

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de