Frio nas casas. Livre quer combater "tragédia silenciosa" com PRR

Rui Tavares vai colocar em cima da mesa uma das promessas do partido, e está ciente "que não há terceiras oportunidades".

Com o congresso marcado para este fim de semana, depois da eleição de Rui Tavares como deputado, o Livre elege os novos órgãos "consciente de que os portugueses não vão dar uma terceira oportunidade ao partido". Em entrevista à TSF, no programa Bloco Central, Rui Tavares promete "cumprir as promessas", a começar com a apresentação de um plano para combater o frio nas casas.

"Em janeiro morreram seis pessoas a tentar aquecer as casas. É uma tragédia silenciosa, aparecem apenas as breves nos jornais, e é iminentemente solucionável", diz, explicando que os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) podem ajudar a resolver o problema.

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Com a evolução da economia, "Portugal vai receber mais dinheiro do PRR do que estava a contar", pelo que o deputado propõe que o dinheiro seja utilizado "para renovar as casas e dar conforto às pessoas".

O aquecimento eficiente das casas contribuiu também "para baixar a fatura da eletricidade" e "ajuda a salvar o planeta".

Rui Tavares promete, igualmente, levar ao Parlamento a discussão da seca. Esta quarta-feira, a reunião da Comissão Permanente debateu o assunto, com a presença da ministra da Agricultura e do Ministro do Ambiente e Transição Climática.

Em 2021, Rui Tavares venceu as primárias para encabeçar a lista por Lisboa, mas dois anos antes, a escolha recaiu sobre Joacine Katar Moreira, que abandaria o partido pouco depois. O Livre utiliza eleições primárias na escolha dos candidatos aos sufrágios nacionais, abrindo a votação a qualquer cidadão.

Questionado sobre a democracia interna no partido, Rui Tavares admite que "a democracia nos leva a correr riscos", e admite que decisões erradas também são tomadas. Ainda assim, depois da eleição de Joacine Katar Moreira, Rui Tavares lembra que "esta é a segunda oportunidade que os eleitores dão ao partido, e não vão dar uma terceira".

O deputado eleito pelo Livre dá até o exemplo do BE, "que andou entre a convergência e a divergência", e teve "uma nova oportunidade com a geringonça". "Mas uma terceira oportunidade já não se dá", referindo-se às eleições de janeiro, onde o BE perdeu 14 deputados.

"A maneira de fazer um partido de esquerda verde europeia que funcione é criar massa crítica. Não pode ser um partido de funcionários ou de militantes ativos, tem de ser dos eleitores normais, com alguma participação política", explica.

Ainda assim, Rui Tavares entende que "os partidos com escolhas centralistas também já tiveram situações muito mais graves do que as do Livre". Sobre Joacine Katar Moreira, e a perda da representação parlamentar, o deputado eleito admite que "foi uma falha" do partido, "que não deu o que prometeu às pessoas".

O Livre reúne-se em congresso, em Coimbra, a 5 e 6 de março, para eleger os novos órgãos do partido. Pela primeira vez, o Livre conta com duas listas candidatas, justificadas pela coligação com o PS em Lisboa, nas eleições legislativas.

Ouça o Bloco Central, com Rui Tavares, às 19h00

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