Gomes Cravinho diz que história das contrapartidas "não é feliz" para Portugal

Ministro da Defesa explica que, nas negociações com a Airbus, Portugal partiu de uma "posição de fraqueza".

O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, admite que reconhece que a história das contrapartidas na compra de material militar não só "não é feliz" como Portugal também não saiu beneficiado dela.

"Hoje em dia já não existem essas contrapartidas por força de transformações na legislação europeia, mas Portugal não beneficiou grandemente dos diversos contratos de contrapartidas que tiveram lugar com a aquisição de equipamento militar", sublinhou.

Na Lousã, o ministro com a pasta da Defesa - que é apontado pelo Tribunal de Contas com um dos responsáveis pelos prejuízos no negócio de compra à Airbus dos aviões de transporte tático C-295 - explicou que Portugal partiu para a negociação numa posição de "fraqueza".

"Em 2012, o então ministro da Economia renegociou essa garantia para 10%, quando a lei estabelecia que tinha de ser de um mínimo de 15%", começou por apontar João Gomes Cravinho, explicando depois que "no final de 2018 verificou-se que estávamos ainda muito longe da realização de contrapartidas".

Depois disso, houve uma negociação com a Airbus, "mas negociámos a partir de uma base em que a garantia era muito mais baixa do que devia ser e, portanto, negociámos numa posição de fraqueza".

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