Gomes Cravinho e Ministério da Defesa calados sobre pareceres jurídicos

Ministro da Defesa não quer fazer mais comentários sobre a Operação Miríade, mas mostra disponibilidade para ir ao parlamento responder aos deputados. Questionado sobre se ainda há tempo útil, Gomes Cravinho diz que "não sabe".

Gomes Cravinho entrou quase mudo num colóquio sobre história militar, em Lisboa, e saiu quase calado, apenas sublinhando que "qualquer membro do governo está sempre disposto para ir ao parlamento". Se há tempo útil para isso, o ministro da Defesa diz que "não sabe" e escusa-se a mais comentários.

E as perguntas que sobram foram feitas, nomeadamente sobre os pareceres jurídicos que o Presidente da República disse que Gomes Cravinho tinha em mãos para não informar a Presidência sobre as suspeitas relacionadas com o tráfico de diamantes e de droga por parte de militares e ex-militares em missão das Nações Unidas na República Centro Africana.

Mas se o ministro entrou quase mudo, o gabinete dele está mesmo em silêncio total. Desde que se soube da existência de pareceres jurídicos que a TSF continua à espera de respostas às perguntas sobre quem foram os autores dos pareceres jurídicos em causa, em que medida é que tais pareceres têm em conta a lei de defesa nacional, nomeadamente no artigo 10° relativo ao Comandante Supremo das Forças Armadas.

Por responder também está a justificação sobre como é que uma comunicação às Nações Unidas não interfere com a investigação judicial em curso, mas a Marcelo sim, e, claro, se é possível ter acesso a esses mesmos pareceres. Mas estas são questões que continuam à espera de resposta, uma vez que é mesmo o silêncio que impera no gabinete do ministro da Defesa Nacional.

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