"Governo não pode subestimar o associativismo", remata a CDU no Amora Futebol Clube

De visita ao centro de treinos do Amora Futebol Clube, que este ano comemora 100 anos, o secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa, volta à carga com uma questão para o governo socialista: para onde vai o dinheiro do PRR, o plano de resiliência? Jerónimo de Sousa alertou ainda para o facto de o governo não poder subestimar o movimento associativo que se está a afundar devido à pandemia e à falta de financiamento. O setor precisa de investimentos das autarquias, mas também do poder central.

Jerónimo de Sousa falava durante a visita ao novo centro de treinos do Amora futebol clube, inaugurado a 1 de Maio de 2021. Para além da curiosidade de ter sido inaugurado no dia do trabalhador, a coincidência que o secretário geral do Partido Comunista Português mais gostou: os 100 anos do Amora Futebol Clube e os 100 anos do PCP. O novo centro de estágios trata-se de um investimento municipal de dois milhões e meio de euros. E, se dúvidas houvesse, ficaram desfeitas por Joaquim Santos, o autarca do Seixal: "é obra da CDU".

Com esta visita, o secretário geral do PCP quis alertar para os problemas sérios que vivem milhares de associações em todo o país, valorizando o movimento associativo e a importância da atividade cultural e desportiva, rematando críticas ao governo. "Existem milhares de associações com problemas sérios. Um setor que precisa do investimento do governo e da autarquia. O governo não pode subestimar o movimento associativo", alerta Jerónimo de Sousa, que deu mesmo o exemplo dos jogos olímpicos em que a comitiva portuguesa contou com um financiamento de trinta milhões, equivalente àquilo que a comitiva espanhola tinha apenas para a modalidade de natação.

A pandemia, a falta de apoios e de associados entram em campo para aumentar os problemas do associativismo. E se aqui colocássemos em jogo alguns milhões do PRR, o Plano de Resiliência? Questionaram os jornalistas. "O PS só não aprende porque não quer. Há uma grande interrogação em relação ao PRR. Para onde vai o dinheiro? Uma dúvida que está por esclarecer. Tendo em conta as carências e os défices estruturais que não se resolvem com propaganda...", diz. Promessas há muitas, diz Jerónimo de Sousa, seja para a ferrovia, seja para empresas, mas por mais milhões que venham "se não se apostar na produção nacional, por muitos milhões que venham não resolvem problemas".

Jerónimo de Sousa a jogar à defesa da produção nacional, apostando na máxima de que um país que não produz é um país condenado.

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