Governo ordena investigação a caso de explosivos em voo da TAP após acusação da Venezuela

O voo a bordo do qual os Guaidó - tio e sobrinho - chegaram à capital venezuelana era da TAP.

O Governo determinou à Inspeção Geral da Administração Interna uma investigação sobre o incidente reportado pelo Governo venezuelano, que terminou com a detenção do tio de Juan Guaidó, Juan José Marquez, num voo da TAP.

Ouvido pela TSF, Eduardo Cabrita declarou: "Orgulhamo-nos de ser um país exemplarmente seguro. Nesta matéria, como em todas as outras, a qualquer dúvida, determino que sejam apuradas as alegações sobre eventuais factos. Não há nenhum indício da sua existência."

"Não há nenhuma indicação de qualquer indício sobre o que foi dito" ao momento, segundo disse o ministro.

O familiar de Guaidó foi detido à chegada a Caracas, devido ao alegado transporte de material perigoso identificado como "explosivo sintético C4". O presidente da Assembleia Constituinte daquele país, Diosdado Cabello, deixou então críticas à companhia aérea portuguesa e ao embaixador português em Caracas.

O Governo venezuelano acusa a TAP de ter violado "padrões internacionais", por ter permitido o transporte de explosivos e por ter ocultado a identidade do líder da oposição, Juan Guaidó, num voo para Caracas.

As autoridades venezuelanas acusam ainda o embaixador português em Caracas, Carlos Sousa Amaro, de interferir nos assuntos internos da Venezuela, ao interceder pelo tio de Juan Guaidó, Juan Marquez, que foi preso na terça-feira, quando aterrou no mesmo voo da TAP, acusado de transportar explosivos.

O Governo tinha já negado as acusações, e o ministro dos Negócios Estrangeiros reforçou que tal "não tem nenhum sentido". No entanto, o Ministério da Administração Interna refere agora, num comunicado enviado à TSF, que será realizado uma "averiguação para apuramento dos factos".

* Atualizado às 14h25

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