Governo pede à IGAI e PSP inquérito sobre festejos do Sporting

Primeiro-ministro foi interpelado pelo CDS sobre a preparação das celebrações e do cortejo da equipa leonina.

O Governo pediu à Inspeção-geral da Administração Interna (IGAI) a abertura de um inquérito à atuação da PSP nos festejos do Sporting como campeão nacional de futebol, anunciou hoje o primeiro-ministro, António Costa, recusando "atirar pedras".

Numa resposta ao CDS, António Costa adiantou que o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, solicitou um despacho à PSP sobre os incidentes da noite desta terça para quarta-feira.

"Queremos saber como foram articulados os festejos, entre a Câmara, a PSP e o Sporting Clube de Portugal. Solicitamos ainda um inquérito à atuação da PSP e à IGAI", explicou, reconhecendo a paixão futebolística dos adeptos do Sporting antes de sublinhar que "ainda recentemente no Reino Unido se viveram situações muito tensas".

"Não vou atirar pedras a ninguém. Ao Sporting só tenho de dar os parabéns. Também não atiro pedras à polícia e vou aguardar, como faria qualquer políticos responsável", garantiu o primeiro-ministro.

No Parlamento, o governante foi interpelado por Telmo Correia, deputado do CDS, sobre o planeamento dos festejos e as consequências dos mesmos. O parlamentar citou mesmo o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que já esta quarta-feira disse que "quem devia ter prevenido, não conseguiu prevenir", e questionou Costa sobre "se tem alguma ideia de quem se refere o Presidente da República".

Antes, o deputado do CDS-PP disse compreender "os festejos dos adeptos, a alegria dos adeptos", bem como "as dificuldades da polícia" porque "é sempre um momento difícil".

No entanto, Temo Correia quis saber "porque é que houve tão pouca informação, tão pouco planeamento, porque é que não se soube antes, porque é que o plano não foi divulgado antecipadamente, porque é que as coisas não estavam organizadas e previstas".

"Ontem aparentemente nada estava previsto", atirou, questionado se seguida se "há consequências ou não há consequências".

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