Governo pondera linha de crédito para produtores afetados pelo temporal

A ministra da Agricultura reconhece que ainda é cedo para decretar o estado de calamidade.

O Governo está a avaliar os estragos decorrentes do temporal de domingo, que afetou sobretudo as regiões Norte e Centro, ponderando a criação de uma linha de crédito para apoiar os produtores. Ainda assim, a ministra da Agricultura considera prematuro falar em estado de calamidade, numa altura em que ainda está a ser feito o levantamento dos prejuízos.

A Associação Distrital de Agricultores de Castelo Branco já reivindicou a declaração de estado de calamidade pública, exigindo medidas urgentes de apoio aos agricultores. Já a Câmara de Belmonte avançou mesmo com o estado de calamidade municipal.

Em entrevista à TSF, Maria do Céu Albuquerque diz que ainda é cedo para decretar a medida, uma vez que "ainda não existem dados que permitem avançar para o estado de calamidade. O que estamos a fazer agora é um levantamento exaustivo de todas as situações para acautelar os efeitos das perdas."

O Governo aponta para prejuízos superiores a 20 milhões de euros na região Centro, principalmente nos concelhos de Fundão, Covilhã, Belmonte, Castelo Branco e Idanha-a-Nova. Já na região do Douro Sul a estimativa é de 16 milhões de euros em perdas, apenas nos pomares de maçã.

Questionada sobre a exigência do CDS que pede ao Governo que apoie diretamente os agricultores afetados pela trovada, sem esperar pelos fundos comunitários, Maria do Céu Albuquerque garante que já estão a ser estudadas medidas.

"Estamos a verificar a possibilidade de avançar com uma linha de crédito, que já estávamos a estudar, numa primeira fase, para os prejuízos na produção de cereja. Agora pretendemos também acautelar os prejuízos do passado fim de semana", indica.

Maria do Céu Albuquerque admitiu ainda a possibilidade de utilizar "uma medida específica para calamidades e catástrofes naturais, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural de 2020, para apoiar investimentos destinados à prevenção". A medida em causa poderá permitir aos produtores das duas regiões instalar equipamentos como redes antigranizo.

Entretanto, em comunicado, o Governo sublinha que "o Ministério da Agricultura está a avaliar no terreno os efeitos provocados pelo temporal de domingo, dia 31 de maio, que afetaram sobretudo a região Norte e a região Centro, o que vai permitir identificar os prejuízos e as culturas afetadas."

Por outro lado, estão a ser avaliadas medidas para minimizar os prejuízos, como a criação de uma linha de crédito bonificada para os produtores que registaram uma "forte quebra" provocada pelas "condições meteorológicas adversas".

A governante lembrou ainda que está agendada para 15 de junho uma reunião da comissão de acompanhamento do sistema dos seguros agrícolas, na qual está prevista a análise destas situações.

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