Guerra interna. Corrida à Câmara de Lisboa divide CDS

A escolha de Filipe Anacoreta Correia para a lista liderada por Carlos Moedas está a provocar uma guerra interna que já levou a uma demissão no partido.

O antigo chefe de gabinete de Paulo Portas, José Bourbon Ribeiro, demitiu-se da distrital de Lisboa, criticando o que considera ser um ajuste de contas inexplicável. Em causa está a escolha de Filipe Anacoreta Correia, para número dois da lista liderada por Carlos Moedas, deixando de fora o atual vereador do CDS, João Gonçalves Pereira.

O Correio da Manhã adianta que Bourbon Ribeiro escreveu uma carta, explicando a saída, com fortes críticas à direção de Francisco Rodrigues dos Santos. Um ataque apoiado pelo líder parlamentar, Telmo Correia.

Também João Seabra Duque, da distrital de Lisboa, não tem papas na língua. Considera que foi uma escolha para afastar os opositores e dar lugar aos amigos.

A própria candidata do CDS à assembleia municipal de Lisboa, Isabel Galriça Neto, critica a direção do partido. Confessa-se triste e salienta que não pactua com esta forma de estar e pretensamente liderar. O eurodeputado Nuno Melo fala numa purga e saneamento.

Para esta noite, está marcada uma reunião da concelhia de Lisboa do CDS, para tentar convencer Francisco Rodrigues dos Santos a substituir Anacoreta Correia pelo líder da concelhia, Diogo Moura.

Os dirigentes locais não reconhecem mérito a Anacoreta Correia e receiam mais demissões e até desistências de candidaturas.

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