"Há falta de oportunidades." Mayan defende maior autonomia das universidades

O candidato criticou os critérios de seleção no ensino superior, que "dependem apenas de um número".

Tiago Mayan Gonçalves esteve em Valença para visitar a Escola Superior de Ciências Empresariais, e voltou a colocar-se ao lado do Governo na decisão de manter as escolas abertas. O candidato presidencial quis visitar uma instituição de ensino superior, de sucesso, fora dos grandes centros urbanos.

A escola que integra o Instituto Politécnico de Viana do Castelo conta com 550 alunos, com uma vertente empresarial, e uma taxa de empregabilidade perto dos cem por cento. Para o candidato à Presidência da Republica, "esta escola tem sido um exemplo".

Numa altura em que Portugal se prepara para voltar a confinar, com muitas empresas com os dias contados, Tiago Mayan lembra que os jovens são os mais prejudicados.

"As escolas e as instituições de ensino superior vão manter-se abertas. Considero positivo e importante, mas há um efeito lateral com a crise económica. Há falta de oportunidades para os estudantes que terminam os cursos, e nesta escola já tiveram essa perceção com a falta de estágios para os alunos", explica.

O candidato criticou os critérios de seleção no ensino superior, que dependem apenas de um número, de zero a 20. Defendeu, por isso, uma maior autonomia das universidades.

"O acesso ao ensino superior, hoje em dia, depende de apenas um critério numérico: os exames. De facto, as escolas que queiram definir projetos educativos deveriam poder definir critérios de definição próprios", sustenta.

Tiago Mayan defende que "os cursos também deveriam ser adaptados à realidade empresarial das regiões", tal como acontece em Valença.

"Esta escola tem conseguido prender os alunos na região, criando oportunidades para que os estudantes iniciem os seus próprios empregos. No entanto, a questão da pandemia está a dificultar", lamenta.

À entrada do edifício foi preciso passar por um tapete para desinfetar o calçado e higienizar as mãos e na visita à escola o candidato foi acompanhado apenas por dois responsáveis da instituição.

Com o confinamento, o candidato da Iniciativa Liberal continuará a trabalhar, "tal como a maioria dos portugueses". Ainda assim, não marcará comícios e jantares em salas fechadas, e adaptará a agenda com eventos online.

O Governo apresentou, esta quarta-feira, novas medidas para fazer face à pandemia de Covid-19. Os portugueses ficam, tal como em março, com dever de recolhimento cívico.

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