"Há funcionários públicos a mais, porque há serviços públicos a mais"

Questionado sobre se existiam funcionários públicos a mais, Cotrim Figueiredo responde: "Se entendermos que há, e nós entendemos, tarefas que o Estado desempenha que não devia desempenhar, sim, mas não quer dizer que as pessoas ficassem sem emprego."

O único deputado do partido Iniciativa Liberal defende que existem funcionários públicos a mais, porque há serviços nas mãos do Estado que não deviam estar. João Cotrim Figueiredo avança, na entrevista TSF/DN desta semana, que "o essencial não é termos funcionários públicos ou serviços públicos prestados pelo Estado, é termos serviços a que as pessoas possam recorrer e as pessoas que os prestam podem ser funcionários públicos ou podem ser funcionários privados".

Questionado sobre se existiam funcionários públicos a mais, Cotrim Figueiredo responde: "Se entendermos que há, e nós entendemos, tarefas que o Estado desempenha que não devia desempenhar, sim, mas não quer dizer que as pessoas ficassem sem emprego."

Quanto aos aumentos salariais para os funcionários públicos, o deputado da Iniciativa Liberal sublinha que não vai "discutir se um aumento de 0,3% é muito ou pouco", mas manifestou incompreensão pela decisão de reduzir o horário de trabalho dos funcionários públicos.

"O que eu digo é que quem tomou a decisão de passar boa parte do horário dos funcionários públicos de 40 horas para 35 horas e disse que não ia ter custos enganou os portugueses. É óbvio que quem trabalha menos cinco horas por semana, está a trabalhar menos 12,5% e a receber o mesmo. Das duas uma: ou não estava a fazer nada antes ou é óbvio que via aumentar as necessidades de pessoal ou os custos em 12,5%, é óbvio", adianta.

A diferença de direitos entre funcionários públicos e privados significam, para Cotrim Figueiredo, que "parece que há dois mundos".

" As pessoas são necessárias e têm de ser recontratadas quando se reduz o horário de trabalho. Estas decisões é que são dramáticas. Quem é que se lembra de aumentar um salário em 12,5% de uma vez, a pretexto de uma suposta reversão que era fundamental e criando dois sistemas no país? Temos pessoas no setor privado a trabalhar 40 horas, a reformar-se mais tarde, a não ter acesso a subsistemas de saúde com a qualidade da ADSE, etc., etc. Parece que há dois mundos", assegura.

LEIA AQUI A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

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