"Há quem procure branquear o que é o fascismo. Não o permitiremos"

O PCP manifestou-se contra o que diz ser a hostilização de opiniões divergentes e tentativas de censura.

O PCP insurgiu-se contra a "imposição do pensamento único" e a "hostilização de quem livremente emite uma opinião divergente", rejeitando o que considera serem "tentativas de intimidação" do partido com a finalidade de silenciar a sua intervenção.

"A tentativa de imposição do pensamento único, o levantamento de novas censuras, a hostilização de quem livremente emite uma opinião divergente daquela que é ditada pela ideologia dominante são perigosos elementos de ataque ao regime democrático e, por isso, têm como alvo os seus mais firmes defensores, os comunistas e outros democratas, visando silenciar a sua intervenção", disse a líder parlamentar comunista, Paula Santos, durante a sessão solene comemorativa do 48.º aniversário do 25 de Abril.

A deputada assinalou que o 25 de Abril "é património do povo português, mas nem todos forma obreiros na sua construção".

"Cabe a todos os democratas defendê-lo. Da parte do PCP (...), contra tentativas de intimidação reafirmamos o compromisso de hoje e de sempre contra o fascismo e a guerra, pela paz, a liberdade", sublinhou a membro do Comité Central do PCP.

Paula Santos criticou o "descarado aproveitamento da guerra e das sanções como pretexto para maior acumulação" de lucros por parte dos grupos económicos, cuja culpa imputou ao Governo de António Costa e à direita: "Recusam essa resposta e insistem em impor aos trabalhadores e ao povo que paguem a fatura da guerra e das sanções".

Em quase cinco décadas desde o 25 de Abril de 1974, prosseguiu a líder da bancada comunista, "houve sempre quem não se conformasse com as conquistas de Abril tenha procurado limitar e reduzir o seu alcance", tentativas que na opinião da deputada traduzem um "verdadeiro ajuste de contas" através de retrocessos nas conquistas da revolução.

"Ouvem-se hoje por aí velhas ideias, mascaradas de modernas, com o objetivo de subverter o regime democrático e de liquidar a Constituição submetendo-a aos dogmas liberais, em benefício dos grupos económicos e do seu domínio, atacando direitos e impondo mais exploração e empobrecimento aos trabalhadores e ao povo. O que se impõe é concretizar os direitos que a Constituição inscreve e que constituem o rumo necessário para um Portugal com futuro", argumentou Paula Santos.

A deputada considerou também que "há quem procure branquear o que foi o fascismo", descrevendo-o como "corrupção como política de Estado por via da fusão do político com o poder económico, sustentando nos monopólios e nos latifúndios, o saque dos recursos nacionais a favor daqueles interesses", enquanto a população era "a pobreza e a miséria, a negação de liberdades, o analfabetismo, a falta de cuidados de saúde, colonialismo, o racismo, a guerra, a discriminação das mulheres".

"Não deixamos que se esqueça para que nunca mais volte", concluiu.

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