"Houve um erro, mas o escalão político não soube." Ministro diz que não recebeu queixa

Augusto Santos Silva rejeita que o "escalão político" tenha recebido a queixa da cidadã que denunciou violação de direitos constitucionais, pelo envio de dados pessoais à embaixada da Rússia.

Já lá vão "os tempos do papel selado", quando tudo ficava registado, explicou no Parlamento o ministro Augusto Santos Silva para justificar que a mensagem eletrónica de uma cidadã russa que denunciava o envio dos seus dados pessoais à embaixada russa (enviada para um endereço que não era institucional) não tenha chegado ao "escalão político".

O ministro dos Negócios Estrangeiros rejeitou que o Governo tenha recebido essa mensagem. Na explicação de Augusto Santos Silva a informação terá ficado pelos secretariados tanto do diretor geral dos assuntos consulares, como do secretário-geral do MNE.

"São dois embaixadores relevantes, com grande experiência. Se eles tivessem conhecimento dessas mensagens alertariam o escalão político mas como não tiveram conhecimento, o escalão político não foi alertado. O Governo não recebeu essas mensagens", repetiu o ministro.

Santos Silva admite que "houve um erro dos serviços do MNE" e que para corrigi-lo vai ser "clarificado qual é o endereço institucional dos Negócios Estrangeiros."

O ministro considerou, no entanto "estranho" que a mensagem tenha sido dirigida "em março e que não tenha existido qualquer outra diligência".

"A pessoa que enviou a mensagem não fez mais nada, nem dirigiu qualquer outra mensagem a outro nível apesar de não ter recebido resposta", estranhou Santos Silva.

O ministro dos Negócios Estrangeiros foi chamado ao Parlamento pelo PSD depois de ter conhecido que a câmara municipal de Lisboa enviou dados pessoais de manifestantes a várias embaixadas, incluindo a russa. Facto que foi alvo de queixa por parte de uma manifestante com nacionalidade portuguesa.

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