"Humanidade precisa urgentemente de um tratado internacional para as pandemias"

O primeiro-ministro sublinha que "a principal lição internacional da pandemia" é a necessidade de um acordo comum para evitar futuras crises.

António Costa afirma que a humanidade precisa de um tratado para as pandemias, para uma reação coordenada durante as crises. O primeiro-ministro e o Presidente da República discursaram na reunião plenária de chefes de Estado e de Governo da Cimeira Ibero Americana, que decorre em Andorra.

O primeiro-ministro pediu um esforço comum para o combate à Covid-19, que passa pela vacinação de toda a população, principalmente a mais vulnerável.

"A Covid-19 continua a causar milhares de vítimas, e é essencial unirmos esforços vacinar a população a nível global. Mas esse desafio comum não será ultrapassado sem cooperação e solidariedade", apontou.

Costa sublinhou ainda que "a principal lição internacional que temos a retirar da pandemia" é a necessidade urgente de "um tratado internacional para as pandemias, para que no futuro não tenhamos de reagir na emergência", como tem acontecido.

O chefe de Governo lembrou que Portugal tem apoiado o programa Covax, para distribuir vacinas pelos países mais desfavorecidos. Além disso, cinco por cento das vacinas que chegam a Portugal são enviadas para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

O primeiro-ministro destacou as prioridades de Portugal na presidência da União Europeia, e define o acordo com Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) como o de maior impacto a nível mundial.

"Entre as prioridades da Presidência Portuguesa da União Europeia estão a modernização do acordo de amizade com o Chile, a conclusão do acordo comercial com o México, e o acordo complementar com o MERCOSUl, que será o acordo comercial de maior impacto económico a nível mundial", destaca.

António Costa assinalou ainda que no espaço ibero-americano "cooperam Estados de língua portuguesa e de língua espanhola, sendo essencial valorizar o equilíbrio das duas componentes linguísticas e a sua projeção no mundo, com o peso conjunto de 600 milhões de falantes, dos quais 260 são lusófonos".

Costa referiu que em junho próximo, durante a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, será inaugurado o cabo submarino digital Ellalink, que ligará Fortaleza, no Brasil, a Sines.

Ainda de acordo com o primeiro-ministro, Portugal "tem melhorado o nível e qualidade da sua participação no projeto ibero-americano".

Marcelo destaca cimeira presencial "para homenagear as vítimas"

Marcelo Rebelo de Sousa, num breve discurso que ficou a meio do tempo estipulado, sublinhou que a realização da cimeira é uma homenagem para todos os afetados pela Covid-19, tendo em vista a resolução da crise.

"Homenagear as vítimas é pensarmos e falarmos nesta cimeira de problemas concretos de pessoas de carne e osso, da vacinação global, justa e de acesso universal, do combate ao desemprego e às desigualdades, e no financiamento da reconstrução económica e social", considerou.

O Presidente da República destacou ainda o papel do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pelo empenho no auxílio dos mais desfavorecidos.

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