"Ideia absolutamente repugnante." Siza Vieira defende-se após suspeita de corrupção

Ministro da Economia apresentou queixa-crime à Procuradoria-Geral da República por "denúncia caluniosa" no processo do hidrogénio verde.

A conferência de imprensa era para o Governo explicar os novos apoios para as empresas, mas o ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, acabou por reagir à notícia de que está aberto um inquérito, na fase de investigação, sobre o negócio do hidrogénio verde, no qual é visado, juntamente com o secretário de Estado João Galamba, por suspeita de corrupção.

"Queria fazer uma declaração sobre a notícia que veio hoje a público na revista Sábado, que fez capa, e também sobre o esclarecimento prestado pela Procuradora Geral da República. Em primeiro lugar, não tenho nenhuma informação sobre este caso além daquela que os senhores jornalistas já conhecem. Aquilo que sei é a leitura da notícia e aquilo que a Procuradora Geral da República também exprimiu", começou por dizer Pedro Siza Vieira.

Ainda assim, o ministro admitiu saber que existe um processo em curso que, para já, não tem suspeitos ou arguidos. Diz sentir-se repugnado e já pediu carta à Procuradoria-Geral da República para ser formalmente ouvido.

"Associar a ideia de corrupção à participação de qualquer membro do Governo é uma ideia absolutamente repugnante. É-me repugnante pessoalmente porque, na verdade, 30 anos de vida profissional a construir uma reputação de integridade não é uma coisa que se goste de ver manchada, mas é sobretudo uma ideia muito perigosa do ponto de vista da confiança nas instituições", explicou o ministro da Economia.

Nesta declaração, o governante frisa também que, sendo a investigação baseada numa denúncia, pediu à procuradora-geral da república para considerar a comunicação feita por si como uma queixa-crime por denúncia caluniosa.

"A confirmar-se a existência do processo e a confirmar-se que tem, na origem, uma denúncia, pedi também que considerasse essa minha comunicação como uma queixa-crime pela prática do crime de denúncia caluniosa porque os factos, que não sei exatamente quais são, não têm fundamento, designadamente relativamente àquelas matérias que são enunciadas na revista Sábado", acrescentou Pedro Siza Vieira.

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