IL diz que "há uns que se agarram ao passado" e outros que olham "para o futuro"

O presidente da Iniciativa Liberal aproveitou para lembrar que o partido vai realizar um desfile próprio para comemorar o 25 de Abril, que também descerá a Avenida da Liberdade, em Lisboa.

O deputado único da Iniciativa Liberal (IL) concluiu, após a sessão solene do 25 de Abril na Assembleia da República, este domingo, que "há uns que se agarram ao passado e outros que gostam de olhar para o futuro".

"Nesta sessão solene do 25 de Abril acho que ficou claro que há uns que se agarram ao passado e outros que gostam de olhar para o futuro. Há quem tenha uma noção de que Portugal precisa de ser mais ambicioso, mais exigente, ter mais energia, conseguir encarar o futuro com confiança e outros que se resignam, se conformam", afirmou João Cotrim Figueiredo.

Quanto aos discursos, destacou três: o do Presidente da República, o do deputado do CDS-PP Pedro Morais Soares "por ter sido o primeiro" e o do deputado André Silva, do PAN, "por provavelmente ter sido o último", ambos "fazendo fortes críticas aquilo que se tem estado a passar em Portugal".

Pedro Morais Soares ocupa o lugar de deputado desde o ínicio do mês, após a saída de João Gonçalves Pereira, e André Silva anunciou que irá deixar o parlamento e a liderança do partido em junho.

Quanto à intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa, o liberal destacou que, "embora revisitando o passado, o faz numa perspetiva de tentar interpretar aquilo que se está a passar e o que pode vir a passar".

João Cotrim Figueiredo destacou também que o discurso "foi extraordinariamente bem escrito e muito bem lido" e afirmou que "deve ser revisto pela comunicação social e dada a devida atenção, tem muitas mensagens importantes".

E considerou ainda que a "sessão solene correu bem" dentro das limitações impostas pela pandemia.

Na ocasião, o presidente da IL aproveitou para lembrar que o partido vai realizar um desfile próprio para comemorar o 25 de Abril, que também descerá a Avenida da Liberdade, em Lisboa.

"Fá-lo-emos porque queremos de facto celebrar de facto o 25 de Abril, não admitimos que ninguém se aproprie dessa data, que uma esquerda sectária, a tal que está agarrada ao passado, a que acha que só aqueles que podem subscrever aquele apelo absolutamente inenarrável, inexplicável que foi posto à disposição pública na sexta-feira" podem "participar no 25 de Abril", sublinhou, apontando que isso é algo que a IL não aceita.

"Portanto, lá estaremos com alegria, com muitos jovens que não nasceram no 25 de Abril mas que o querem celebrar, e isso para nós vai ser muito importante", frisou João Cotrim Figueiredo.

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