IL não discute cargos ou pastas, mas diz-se "forte" na saúde e economia

João Cotrim Figueiredo assume que, a ter de assumir uma função governativa, fá-lo-á com "sentido de missão" e não por gosto.

O presidente da Iniciativa Liberal (IL) garantiu esta quinta-feira que a discussão de cargos ou pastas num futuro governo é uma "preocupação secundária" assumindo, contudo, que a economia, saúde, administração interna ou modernização administrativa são áreas onde são "fortes".

"Como já respondi várias vezes, nós não discutimos cargos será sempre a última, última, última das discussões", afirmou João Cotrim Figueiredo à margem de uma reunião com a bastonária da Ordem dos Enfermeiros, em Lisboa, antes de partir para uma arruada.

O que a Iniciativa Liberal vai discutir, se a aritmética eleitoral a isso conduzir, são políticas, medidas, planos e calendários e não cargos, reafirmando tratar-se verdadeiramente de uma "preocupação secundária".

Contudo, e apesar de dizer não pensar em cargos ou pastas, o liberal afirmou ter muitas pessoas no partido com muitas competências em muitas áreas, nomeadamente na economia, saúde, administração interna e modernização administrativa.

"Há várias áreas onde seríamos capazes de mudar muito o país e muito bem", frisou.

Mas, numa altura em que a campanha eleitoral para as eleições legislativas ainda nem vai a meio, Cotrim Figueiredo assumiu não se sentir confortável em abordar futuras soluções porque é prematuro face ao desconhecimento dos resultados da noite de 30 de janeiro.

E questionou: "vocês já nos viram discutir ou exigir cargos para alguma coisa?".

Além disso, o presidente da IL sublinhou que se o futuro passar por incluir uma função governativa irá assumir essa com "sentido de missão" e não por gosto.

Sobre a abertura demonstrada hoje pelo líder do PSD, Rui Rio, em negociar com a IL em caso de vencer as eleições sem maioria, Cotrim Figueiredo mostrou-se satisfeito porque, entendeu, significa que o PSD reconhece o trabalho e o crescimento da IL.

"Mas, também não adormeço a pensar sobre se o Rui Rio vai estar mais ou menos recetivo", vincou.

Numa possível futura solução governativa à direita, o liberal assumiu que as áreas da fiscalidade e da saúde vão estar em cima da mesa porque são matérias onde são necessários fazer "avanços rápidos".

"Depois há coisas simbólicas como conseguir acabar com esta loucura que é o investimento de dinheiro público naqueles montantes na TAP, seria algo muito simbólico para o que pretendemos fazer no país", concluiu.

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