Incêndios: SIRESP "não falhou" e polémica com algoritmo "não passou de má interpretação"

Patrícia Gaspar garante que o objetivo "era valorizar o trabalho dos milhares de bombeiros".

Sem a presença de José Luís Carneiro, no debate pedido pelo Chega para discutir incêndios, André Ventura centrou-se nas críticas à secretária de Estado, Patrícia Gaspar, que fez a defesa da estratégia do Governo. Entre pedidos de demissão, a oposição puxou a fita atrás e lembrou as palavras da governante sobre o algoritmo florestal: os dados indicavam que a área ardida seria maior.

Logo na intervenção de abertura, André Ventura quis saber "onde está o ministro perante mortes, perante vidas e perante destruição", causada pelos incêndios, criticando a ausência de José Luís Carneiro, "que decidiu ficar no palácio em reuniões".

"Não é onde está o Wally, é onde está o José Luís Carneiro?", questionou.

Mas sem ministro, e com a secretária de estado, a oposição pediu esclarecimentos à governante sobre o algoritmo florestal, depois de, na época de incêndios, ter afirmado que, face à "severidade meteorológica", os "algoritmos e dados dizem que a área ardida" deveria "ser 30% superior".

"Não é expectável que alguém possa genuinamente pensar que alguém que dedicou 22 anos da sua vida profissional à proteção civil, que andou várias horas, vários dias ao lado dos bombeiros, se possa sequer congratular ou regozijar-se com um hectare de área ardida que seja", respondeu Patrícia Gaspar.

A secretária de estado acrescentou que o objetivo "era valorizar o trabalho dos milhares de bombeiros", e toda a polémica não passou de "má interpretação daquilo que foi dito".

Também sobre o SIRESP a oposição pediu esclarecimentos, sobre as alegadas falhas nos incêndios de Leiria e da Serra da Estrela, com Patrícia Gaspar a reafirmar o que foi dito na época incêndios: "O SIRESP não falhou".

"Nos dois grandes momentos de stress que tivemos, o congestionamento fez com que existissem ligeiros atrasos, na ordem dos segundos, mas nunca colocaram em causa o funcionamento do sistema", garantiu.

Em 2022, o dispositivo foi "o maior de sempre", com 13 mil operacionais e três mil meios terrestres". Patrícia Gaspar acrescentou que os incêndios deste ano devem ser alvo de reflexão, mas não podem colocar em causa os cinco anos de trabalho, desde 2017.

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