PAN exigente no Orçamento e que luta para ser Governo. A ambição de Inês Sousa Real

A porta-voz posicionou o PAN como o "único partido animalista e ambientalista em Portugal".

Do VIII congresso sai um Pessoas-Animais-Natureza (PAN) que quer ser Governo e que vai lutar para entrar no Executivo já nas próximas legislativas. A nova porta-voz do partido, Inês Sousa Real, assume que quer deixar a oposição, e que não vai baixar os braços enquanto não existir "um Orçamento e um Governo PAN".

Além de um bom resultado nas eleições autárquicas, o PAN quer eleger um deputado na Madeira, tal como já sucede nos Açores. O foco principal está em 2023, "daqui a dois anos, nas eleições legislativas, às quais nos apresentamos para ser Governo".

Inês Sousa Real garante que vai levar as causas do partido para a mesa do Governo, seja de esquerda ou de direita. "Demore os anos que demorar, não vamos baixar os braços até que possamos dizer: "este é um Orçamento PAN, este é um Governo PAN". Um país que não deixa ninguém para trás, e aposta em políticas inclusivas."

E para António Costa, já a pensar nas negociações do próximo Orçamento do Estado, Inês Sousa Real pede novas políticas ao Governo.

"Esta é a nossa mensagem clara para o Governo de António Costa: queremos mais. Exigimos mais. Queremos proteger os oceanos, as florestas, os animais, reduzir o número de pessoas em risco e em situação de pobreza, o número de pessoas sem acesso à saúde e ao trabalho, reaproximar o ordenado mínimo da média europeia e trabalhar para um melhor nivelamento do salário médio", diz.

E continua: "Queremos também ter mais e melhores investimentos na saúde, nos profissionais da educação, das forças de segurança, dos vigilantes da natureza e tantos outros profissionais-chave. Mas queremos também que os dinheiros da "bazuca europeia" sirvam para potenciar o empreendedorismo e a economia verde."

A nova líder do PAN lembra as críticas pelo partido não se colocar nem à esquerda, nem à direita. Inês Sousa Real defende que essa dicotomia está ultrapassada, e explica que a esquerda, com quem o PAN tem negociado, "para além de apregoar ao vento preocupações ambientais, continua a viabilizar projetos como o aeroporto do Montijo; diaboliza a propriedade privada e esquece-se de que os senhorios são parte fundamental para resolver os problemas de habitação do nosso país".

Já em relação à direita, "defende uma economia voraz que destrói o mundo rural e natural e esquece-se que sem ele não há condições para a vida humana na terra. A tradicional dança entre a esquerda e a direita não serve como resposta aos problemas do presente nem às soluções do futuro."

"Único partido animalista e ambientalista em Portugal"

Inês Sousa Real volta a sublinhar que não há lugar para políticas antidemocráticas. "Várias foram as tentativas de perigosamente procurar limitar a participação cidadã na vida política, o que, juntamente com o discurso extremista e populista que entra nas nossas televisões todos os dias, constitui um caminho no qual não nos revemos e que consideramos extremamente perigoso para a vida democrática."

Para a nova líder do partido, o PAN é "o único partido capaz de responder ao desafio climático", assumindo-se como "o único partido animalista e ambientalista em Portugal".

Inês Sousa Real é a primeira mulher a liderar o PAN, e apenas a quinta mulher a liderar um partido em Portugal.

Notícia atualizada às 15h05

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