Iniciativa Liberal diz que Governo tem "falta de energia" e "ideias"

Presidente da Iniciativa Liberal considerou que o Orçamento do Estado vai ser uma "altura importante para discutir visões diferentes do que pode ser Portugal".

A "falta de energia" e "ideias" marcam a ação do Governo, que insiste em políticas limitadoras da atividade e impedem maiores níveis de crescimento económico, disse esta sexta-feira o presidente da Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim de Figueiredo.

O dirigente da formação política liberal, que é também o único deputado do partido na Assembleia da República, fez estas declarações aos jornalistas na Guia, em Albufeira, onde participou no jantar que assinalou a rentrée política da IL e manifestou as "apreensões" que a ação política do Governo suscita ao partido.

"Queremos marcar o ano político, queremos fazer um balanço daquilo que foi o ano que passou - um ano difícil para todos e também para quem estava a fazer política e, sobretudo, política liberal - e queremos lançar o ano que vem, no qual grandes desafios se vão colocar ao povo português e, em relação aos quais, nós temos muitas apreensões, porque vemos muita falta de energia, muita falta de ideias novas e muita falta de alegria até, por parte do Governo de António costa", afirmou João Cotrim de Figueiredo.

O jantar tem prevista a participação de cerca de uma centena de pessoas e serviu também para "dar um sinal de que é possível voltar a viver e voltar a ter alegria e uma energia nova, porque Portugal precisa disso" e pode consegui-lo "regressando à normalidade possível", depois das limitações impostas devido à pandemia de Covid-19.

Questionado sobre a entrevista que o primeiro-ministro deu ao jornal Expresso, no qual afastou a ideia de realizar uma remodelação governamental, João Cotrim de Figueiredo respondeu que, ao falar "em falta de energia e falta de alegria", tinha também em mente a referida peça jornalística.

O presidente da IL elencou dois "grandes temas" abordados por António Costa, a pandemia e a ausência de remodelação governamental, e criticou o governante por considerar que a "utilização de máscara e a obrigação certificado se vai prolongar 'ad eternum'" e por ser "totalmente imune às críticas e constatações vindas de todo o lado de que este Governo já não tem energia e mesmo os ministros mais incompetentes se mantêm em funções".

"Também devo confessar que não é bem uma questão de pessoas que me preocupa neste Governo de António Costa, é uma questão de políticas, e portanto mudar de pessoas para fazer as mesmas políticas adiantaria pouco. Foi uma entrevista muito pouco virada para o futuro, muito pouco ambiciosa, onde o medo transparece a cada resposta", o que "já está na altura de ultrapassar", argumentou.

Cotrim de Figueiredo considerou que o orçamento de Estado vai ser uma "altura importante para discutir visões diferentes do que pode ser Portugal", e defendeu que o país devia aproveitar o facto de a pandemia ter posto "o contador a zero para muitas economias" para agarrar a "oportunidade de finalmente recuperar algum atraso que tem vindo a verificar para tantos e tantos países do espaço europeu que o têm vindo a ultrapassar nas últimas décadas".

"Ao invés, o que vemos? Vemos menos ambição, um PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] mais voltado para o Estado do que para as empresas, muito mais virado para a administração pública do que para as pessoas, vemos uma falta de ambição nas metas, com metas de crescimento para 2023 e 2024 já outra vez à volta dos 2%, que são níveis de crescimento que não geram emprego e oportunidades, e vamos continuar neste ramerrame e nesta estagnação", lamentou.

Por isso, à IL faz "muita impressão que o PS se arvore em campeão do crescimento e da libertação quando, no fundo, é o partido que mais tem governado em estagnação e que mais medidas restritivas tem imposto desnecessária e ineficazmente", disse a mesma fonte.

"Os desafios que temos pela frente são estes: aproveitar aquilo que são as qualidades dos portugueses, a sua energia e a vontade de retomar a atividade e fazê-lo sem estas baias, sem esta visão coletivista, estatizante, que o PS tem imposto à sociedade portuguesa", propôs.

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