Iniciativa Liberal quer suspensão do acordo de extradição entre Portugal e Hong Kong

O partido vai pedir também os acordos entre Portugal e a China sejam revistos. As iniciativas surgem após alertas deixados pelo fundador da Safeguard Defenders, organização governamental que denunciou alegadas "esquadras" informais chinesas no mundo, Portugal incluído.

O líder da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo afirmou esta segunda-feira que vai voltar a apresentar um projeto de resolução para a "suspensão imediata do acordo de extradição" entre Portugal e Hong Kong, à semelhança do que tinha feito no ano passado.

"Não aceitamos recusas relativamente a essa pretensão ou relativos aos supostos interesses de Portugal na região, que já não são dessa dimensão, e não justificam que direitos humanos sejam postos para segundo, terceiro ou último plano", defendeu.

Em declarações aos jornalistas no jantar que marcou o primeiro dia das jornadas parlamentares, a decorrer em Coimbra, João Cotrim Figueiredo defendeu ainda a revisão dos "muitos acordos" de Portugal com a China.

"Devem ser revistos com atenção para perceber se não estamos, com total falta de reciprocidade e total falta de equilíbrio diplomático, a dar poderes ao Estado chinês, um estado ditatorial e persecutório dos seus próprios cidadãos, que também passa a ser persecutório dos cidadãos de países terceiros", afirmou.

O jantar desta segunda-feira teve como convidado da Iniciativa Liberal convidou Peter Dahlin, fundador da Safeguard Defenders, para uma intervenção sobre os riscos geoestratégicos da política internacional do regime do Partido Comunista Chinês.

Peter Dahlin falou sobre o sistema judicial da China e do número de pessoas que "desaparecem". Em relação a Hong Kong, abordou a Lei de Segurança Nacional e as preocupações com a possibilidade que deixa em aberto para perseguir dissidentes políticos fora do país.

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