"Responsabilidade seria os partidos terem feito aquilo que acordaram"

A líder bloquista vê o país numa "enorme confusão"e assegura que o "o caso não está completamente encerrado".

Horas depois do chumbo do diploma dos professores por parte do Parlamento, Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, vê o cenário no país como uma "enorme confusão" e lamenta a falta de equidade entre os professores do continente e os de Açores e Madeira.

"PS e PSD uniram-se para chumbar que a contagem do tempo de serviço aos professores fosse igual ao que aplicaram, respetivamente, nos Açores o PS e na Madeira o PSD. Agora temos uma carreira que tem três contagens de tempo de serviço para o mesmo descongelamento", criticou Catarina Martins, criticando a posição dos partidos que decidiram "nas regiões autónomas de uma maneira e no Parlamento da outra".

António Costa disse, ao início da tarde, que prevaleceu a "responsabilidade" na votação do Parlamento, mas Catarina Martins discorda da ideia: "Responsabilidade seria os partidos terem feito aquilo que acordaram."

A líder bloquista diz que ouviu dizer "tudo e mais alguma coisa" e quis reforçar que "não há nenhuma reposição, há uma contagem", do tempo de serviço.

"As pessoas são avaliadas, coisa que não foi dita até agora", notou Catarina Martins, explicando que "não é verdade que o tempo de serviço seja a forma de progressão na carreira dos professores, como também não é verdade para as outras carreiras especiais".

Catarina Martins recusa também que o Bloco de Esquerda tenha proposto "algo de incomportável para as contas públicas", assegurando que a proposta bloquista foi feita ao abrigo dos Orçamentos do Estado.

"É, nem mais nem menos, do que um descongelamento gradual até 2025", à semelhança do que se passa nas ilhas, explica Catarina Martins. "Nem isso foi aprovado", notou.

A defesa dos professores não foi descurada por Catarina Martins, que reconheceu terem uma carreira "difícil e dura", muitas vezes alvo de invejas.

"O que era normal é que os professores do continente tivessem as mesmas regras dos Açores e da Madeira. Acho que a democracia fica diminuída quando os partidos mudam de opinião e quando não são fiéis aos seus compromissos", antes de notar que "o caso não está completamente encerrado".

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