Assembleia República

Almeida Santos concorda com fim dos plenários às sextas-feiras

O ex-presidente da Assembleia da República, Almeida Santos, afirmou, esta sexta-feira, concordar com a proposta apresentada pelo deputado do PSD, Guilherme Silva que, no Fórum da TSF da passada terça-feira, defendeu o fim dos plenários às sextas-feiras.

Almeida Santos concordou com o deputado Guilherme Silva na defesa dos plenários às sexta-feiras e justificou esta decisão com o facto de os deputados terem direito à vida pessoal e, principalmente, à vida profissional.

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«Os deputados têm a sua vida profissional, não se paga aos deputados o suficiente para eles serem todos apenas deputados, sobretudo quando são profissionais do Direito ou fora do Direito. Um advogado que tem um julgamento, não pode não pode estar na Assembleia e no julgamento ao mesmo tempo. Há justificações para as faltas», sublinhou.

O responsável afirmou que talvez seja melhor não obrigar os deputados a  votações em vésperas de fins-de-semana, na Assembleia da República, como se de um emprego se tratasse.

«Talvez esteja errado é que as votações sejam à sexta-feira, é preciso arranjar horas para a votação que não sejam as horas em que, normalmente, é mais difícil e mais penoso estar na Assembleia da República», considerou. 

Almeida Santos recordou outros tempos, quando foi presidente da Assembleia da República e não havia votações à sexta-feira porque os deputados também faltavam, embora reconhecendo que faltavam menos do que actualmente.

«No meu tempo não havia votações à sexta-feira, porque já sei que é a véspera do fim-se-semana. Os deputados são humanos, não são máquinas», defendeu. 

Para além do fim dos plenários à sexta-feira, o ex-presidente da Assembleia da República defendeu ainda um aumento de salário para os deputados para melhorar a imagem dos mesmos e credibilizar a classe política portuguesa. 

Esta polémica teve início há cerca de uma semana, quando vários deputados da oposição faltaram às votações, em plenário, apesar de alguns terem assinado o livro de ponto.

Ouvida pela TSF, Marina Costa lobo, socióloga no Instituto de Ciências Sociais de Lisboa, defendeu que estes casos não dão boa imagem dos parlamentares.

A responsável defendeu um maior rigor por parte das lideranças das bancadas parlamentares.