"A predisposição não é grande." David Justino prefere não regressar ao Parlamento

Carlos César e David Justino estiveram em direto a partir da Assembleia da República no programa Almoços Grátis desta quarta-feira.

Numa altura em que se faz um balanço dos últimos quatro anos de legislatura, com o debate do Estado da Nação, Carlos César e David Justino olham para o futuro. Mais concretamente o seu.

David Justino recorda positivamente os últimos anos passados na Assembleia da República, mas dificilmente imagina um regresso.

"Se fui feliz ou não, acho que fui", diz o vice-presidente do PSD no programa Almoços Grátis. Feliz ao ponto de regressar? "Não, eventualmente, não", responde.

"A minha predisposição não é muito grande, devo confessar." "Estou disponível" para ingressar as listas do PSD, mas "tenho projetos pessoais e académicos que quero desenvolver e teria preferência em fazê-lo".

Questionado se o afastamento da Assembleia da República pode ter uma segunda leitura política, David Justino nega. O resultado do PSD nas próximas legislativas, bom ou mau, nada tem a ver com esta decisão, garante.

"Há muita coisa que posso fazer para melhorar o país. Acima de tudo sou um profissional do ensino e da investigação."

A porta não fica, no entanto, completamente fechada ao PSD: "Não me ponho de parte. Se for entendido que sou absolutamente necessário, cá estarei."

Também Carlos César reconhece que o seu futuro pode não passar pelo Parlamento.

"O que eu sei é que o meu empenhamento cívico não é suscetível de ser interrompido", assegura. E aquilo que considera "mais importante desde a adolescência", no desempenho da sua cidadania, é a participação política.

"O meu empenhamento político prosseguirá (...) Uma pessoa não é apenas útil a um projeto, a um partido, a uma ideia, ao seu país e à sua região sendo deputado", lembra.

Estamos "um poucochinho melhor"

Num balanço dos últimos quatro anos, David Justino diz-se preocupado com o défice e acusa o PS de ter feito "uma navegação à vista" e de passar "quatro anos a pagar promessas com promessas".

O vice-presidente do PSD considera ainda que o Governo "reage mais do que age", investindo sobretudo na imagem - apostou numa "comunicação quase populista para sensibilizar quem ouve a mensagem, sabendo de antemão que não se vai fazer desde logo".

Por outro lado, em retrospetiva "pode ter havido algum exagero" quando se dizia que estava para chegar o diabo.

"O país está um poucochinho melhor e os portugueses estão um poucochinho melhor", reconhece David Justino.

Com Anselmo Crespo e Nuno Domingues

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