"Andamos a brincar às Europeias"

Manuela Ferreira Leite acusa António Costa de ter desvalorizado as eleições europeias ao transformá-las numa moção de confiança no Governo. O tema das carreiras "dificilmente fica de fora"na campanha legislativa.

Rui Rio já prometeu incluir no programa eleitoral do PSD a questão da revisão das carreiras da Administração Pública e a antiga líder do PSD, Manuela Ferreira Leite considera, na TSF, que será "muito difícil que assunto não seja abordado numa campanha eleitoral para as legislativas".

No programa Pares da República, Manuela Ferreira Leite criticou aquilo que considerou a falta de reformas durante esta legislatura.

"Sem capacidade de pagar, eu pergunto isto é forma de governar?" questiona a antiga Presidente do PSD para quem se a atual discussão "caso a caso" seria evitada se tivesse havido "uma alteração no regime de carreiras de toda a Administração Pública.

"Se nós não produzimos riqueza para estas coisas todas, então tivessem feito uma reforma dessa Administração mas para que isso...reformas: Zero!" criticou Manuela Ferreira Leite.

Também no programa Pares da República, Carlos Carvalhas disse suspeitar que "quando se fala em revisão (das carreiras), avança-se sempre com o princípio de igualdade, mas no fundo, é sempre para diminuir as prestações do estado em relação aos seus servidores".

O antigo Secretário-Geral do PCP denuncia a "bizarria" dos argumentos de estabilidade e instabilidade e "de um PS e de um primeiro-ministro que a certa altura viu a possibilidade de criar caminho para a maioria absoluta".

Sobre a crise recente, Manuela Ferreira Leite não tem dúvidas que Costa perdeu a credibilidade de se assumir como um valor de estabilidade ao ameaçar com a demissão do Governo a propósito da contagem de tempo dos professores. A antiga líder social-democrata questiona também a "nacionalização" das eleições europeias.

"​​Se é próprio Primeiro-Ministro, aquele quem vai ter assento nas instâncias europeias que desvaloriza a tal ponto as europeias quando transforma isto numa moção de confiança ou de censura, estamos a brincar às eleições europeias."

Ferreira Leite defendeu que o "foco" destas eleições devia ter a ver com "o que é que nós beneficiamos ou o que nos prejudica, pelo facto de fazermos parte desta instituição (União Europeia) que muito nos tem ajudado e que muito nos pode 'desajudar'"

"É isso que está em causa é isso que as pessoas deviam ter em consideração antes de pensar em não votar ou em votarem em função de uma moção de censura ou de confiança".

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