António Costa "não" vai entrar na guerra dos tronos da União Europeia

O primeiro-ministro agradece o elogio por ser apontado como candidato a um cargo de topo na União Europeia, mas recorda que apenas se candidata às funções que exerce em Portugal.

António Costa considera "muito elogioso", por ter sido uma das apostas da imprensa internacional, com base em Bruxelas como um "dark horse", na corrida aos cargos de poder, em Bruxelas, mas garante que não é candidato "a nada".

Questionado pela TSF sobre se "não pretende entrar na guerra dos tronos da União Europeia", António Costa respondeu que "não", justificando que está "muito concentrado naquilo que tem a fazer em Portugal".

"Há cinco anos, quando me disponibilizei-me a liderar o Partido Socialista, apresentei uma agenda para a década, e é nessa agenda que tenho estado focado e continuarei focado", garantiu António Costa o qual, há menos de uma semana, foi vagamente apontado por um jornal britânico, entre todos os nomes possíveis, como um "dark horse", entre as apostas disponíveis, na corrida a um dos cargos de topo, em Bruxelas.

"Obviamente o trabalho ao nível da União Europeia faz parte indispensável do desenvolvimento da nossa estratégia. É por isso que temos procurado manter uma posição muito ativa no seio da União Europeia", disse o primeiro-ministro, para quem a participação a nível europeu passa por um contributo com "propostas" ou pela "participação no Eurogrupo".

"Não passará seguramente por eu desempenhar qualquer função na União Europeia", vincou, garantindo que não será candidato, embora venha a ser "parte ativa na decisão de qual deva ser a equipa dirigente da União Europeia a seguir às eleições europeias".

"Os lugares, para já, dependem dos resultados das eleições europeias, portanto, daqui a 15 dias teremos resultados. Obviamente, é claro para todos que vai haver uma grande equilíbrio entre as diferentes forças políticas europeias", acredita António Costa, destacando a possível recuperação entre a "família socialista".

"Durante muitos anos ouvi dizer que a família socialista e social-democrata e trabalhista estava em perda [e] agora, aquilo que constatamos é que está em alta", frisou o chefe do executivo socialista, apontando "a vitória na Finlândia, com a vitória em Espanha, com uma muito provável vitória na Dinamarca".

Para António Costa, a discussão vai fazer-se num ambiente político de "equilíbrio razoável" ou até mesmo "um empate entre todas as forças políticas", depois dos resultados das eleições europeias, a partir das quais se procurará "o consenso ao nível do Conselho [Europeu]" para que seja adotada uma decisão, muito provavelmente a 28 de junho, numa cimeira extraordinária que deverá ser anunciada esta tarde pelo presidente Donald Tusk.

Professores

António Costa manifestou ainda a convicção de que o país "preservará a credibilidade internacional", se se confirmar a rejeição do diploma para a contagem integral do tempo de serviço dos professores.

"Se toda a gente votar amanhã como anunciou que votaria, eu creio que o país felizmente terá evitado uma crise orçamental que poria gravemente em risco a sua credibilidade internacional", afirmou o primeiro-ministro, considerando que é preciso "aguardar", para ver "o que é que acontecerá amanhã [esta sexta-feira]".

António Costa acredita que a ameaça de demissão, quando se pôs como possibilidade a contagem integral de 9 anos, 4 meses e 2 dias, para a progressão da carreira dos professores foi a ação certa no devido tempo.

"Claramente, o gesto que o Governo português tomou foi muito importante para evitar essa crise e, sobretudo, para reforçar a credibilidade internacional, como sendo um país que esta fortemente comprometido com o crescimento económico, com a redução das desigualdades, com o crescimento do emprego, mas com contas certas", afirmou, classificado "isso" como "um ganho imenso que o país teve e felizmente a credibilidade internacional do país sai reforçada".

Continuar a ler

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de