Diplomacia

Avião de Evo Morales sobrevoou espaço aéreo português, garante Portas

No Parlamento, Paulo Portas garantiu que a autorização para este avião sobrevoar espaço aéreo português «foi confirmada diplomaticamente e por escrito com quase 24 horas de antecedência sobre a partida do voo de Moscovo».

O ministro demissionário dos Negócios Estrangeiros garantiu, esta terça-feira, que o avião do presidente boliviano sobrevoou espaço aéreo português quando vinha da Rússia.

Na Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros, Paulo Portas explicou que o avião de Evo Morales entrou pela zona do Alentejo às 12:31 e foi até ao espaço aéreo da ilha de Porto Santo, de onde saiu às 13:56.

«Portugal autorizou o sobrevoo do espaço aéreo nacional pelo avião de Estado do presidente Morales. O referido voo foi feito de acordo com as regras internacionais e da soberania tanto de Portugal como da Bolívia», sublinhou.

Portas aproveitou ainda para assegurar que «em nenhuma circunstância, o Governo português colocou em risco a vida ou a segurança de quem quer que fosse nesse avião, seja o presidente Morales, seja a sua comitiva».

O chefe da diplomacia portuguesa garantiu ainda que a autorização de sobrevoo do espaço aéreo nacional «foi confirmada diplomaticamente e por escrito com quase 24 horas de antecedência sobre a partida do voo de Moscovo».

«Isto mesmo foi reconhecido pelas autoridades de La Paz, ou seja, Portugal respeitou o programa de voo aprovado e deu as suas indicações com claríssima antecedência», adiantou.

Paulo Portas assegurou ainda que no «Governo português respeita em absoluto a posição de qualquer governo legítimo e qualquer Estado soberano sobre o senhor Snowden, a sua atitude, trânsito ou eventual asilo».

«Por isso, a nossa opção foi não pedir informações à Bolívia sobre quem vinha ou quem não vinha dentro do avião. Não pedimos informações nem pedimos garantias», acrescentou.

Para Portas, «do mesmo modo que não questionamos quem vem num avião de Estado de um país soberano tão pouco queremos como país soberano 'importar' um problema que não é de Portugal nem tem de passar a ser».