Legislativas 2011

Barómetro coloca PS à frente do PSD por um ponto

Se as eleições fossem hoje, o PS venceria, mas só com um ponto acima do PSD. Pela primeira vez em dez anos, Cavaco Silva é o primeiro Chefe de Estado a registar uma popularidade negativa.

A menos de dois meses das eleições antecipadas, PS e PSD estão presos no limbo do chamado empate técnico, separados por apenas um ponto percentual, 36 contra 35, segundo o barómetro da Marktest para a TSF e Diário Económico.

Este estudo foi realizado no passado fim-de-semana, uma semana depois do congresso do PS em Matosinhos, do anúncio de Fernando Nobre como cabeça de lista do PSD por Lisboa e com os técnicos do FMI, do BCE e da Comissão Europeia já em Portugal a dar os primeiros passos para o resgate financeiro do país.

Com os cofres do Estado aguardando ansiosamente as primeiras tranches do pacote de ajuda externa e com a garantia de pelo menos três anos de austeridade reforçada, os 805 inquiridos voltam a dar preferência ao partido que suporta o Governo.

O PS teve este mês uma recuperação histórica, um salto de quase 12 pontos em relação a Março, enquanto que os sociais-democratas convencem menos onze por cento dos entrevistados.

Esta quebra do PSD não chega a ser compensada pela ligeira recuperação do CDS-PP e o centro-direita perde uma maioria que segurava desde Setembro do ano passado.

Sabendo que historicamente as maiorias de esquerda não têm tradução prática no Parlamento, este estudo vem revelar, a mês e meio das eleições, que será muito difícil quer ao PSD quer ao PS conseguirem assegurar uma maioria absoluta com o CDS-PP, o que deixa em aberto uma reedição do Bloco Central.

O partido de Portas cresceu um ponto para os oito por cento e está ao lado da CDU, que obteve o mesmo crescimento. Os bloquistas passam de oito para seis por cento.

Estão são contas pouco definitivas, sobretudo quando confrontadas com a taxa de indecisos, 36 por cento, uma subida de sete pontos desde o mês passado.

Cavaco Silva é o primeiro Presidente da República em mais de dez anos de história deste barómetro Marktest a ter saldo negativo no índice de popularidade.

No balanço entre as opiniões positivas e negativas, Cavaco Silva chega a este mês de Abril com um saldo negativo de onze pontos.

De Março para Abril, a actuação de Cavaco Silva passou a ser vista de forma negativa por 46 por cento dos inquiridos, sendo que apenas 35 dá nota positiva.

Cavaco Silva é o político que mais perde, uma queda de 25 pontos no saldo da popularidade.

Esta diminuição ultrapassa a quebra da popularidade de Passos Coelho, que cai 24 pontos, tendo agora um saldo negativo de 29 pontos percentuais.

Num mês em que todos os políticos avaliados recebem nota negativa, Paulo Portas é o líder menos impopular com um saldo negativo de sete pontos.

José Sócrates volta a cair, tendo agora menos sete pontos em relação ao mês passado e mantendo-se como a figura menos simpática aos olhos dos 805 entrevistados, com um saldo de 47 pontos negativos.

Jerónimo de Sousa perde oito pontos e tem um saldo negativo de 18 pontos percentuais, enquanto Francisco Louçã desce um degrau, para 22 pontos.

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