PSD

Catroga e Passos divergem sobre taxa intermédia do IVA

Passos diz ser falso que o PSD queira acabar com a taxa de IVA de 13%, mas Catroga questiona para que serve esta taxa intermédia, defendendo apenas a mínima (6%) e máxima (23%).

Pedro Passos Coelho acusou ontem o primeiro-ministro de fazer «terrorismo politico» e, desmentindo Sócrates, deu garantias de que o PSD não vai acabar com a taxa intermédia do IVA, nomeadamente para a restauração.

No entanto, esta manhã em entrevistas ao jornal Público e Diário Económico, Eduardo Catroga, coordenador do programa eleitoral do PSD, defende que Portugal deve voltar a ter apenas a taxa mínima e máxima do IVA.

«A taxa intermédia serve para quê?», pergunta Eduardo Catroga em jeito de resposta. «No meu tempo», acrescenta, «havia apenas a taxa mínima e a máxima. A taxa intermédia foi criada pelo engenheiro Guterres».

Em entrevista ao Público, Eduardo Catroga defende que há nessa taxa intermédia do IVA «um grande potencial de aumento de receita» que pode compensar a perda de receita da Taxa Social Única (TSU) que os social-democratas propõem reduzir até 4 pontos percentuais.

Na mesma resposta, diz ainda que há também no aumento do IVA da electricidade um grande potencial de aumento de receita, especificando, «são cerca de 400 milhões de euros».

Ao Diário Económico, o ex-ministro das Finanças acrescenta que «o PSD aceita uma reestruturação do mix de produtos aos quais se aplicam as taxas intermédias do IVA» com vista a caminhar para para «apenas duas taxas: uma reduzida e uma normal», respeitando o cabaz de produtos alimentares básicos na taxa reduzida, «uma única taxa reduzida e não duas».

Ainda na entrevista ao Económico, Catroga não poupa críticas à gestão da Caixa Geral de Depósitos (CGD) referindo que «não é um banco transparente» e que é preciso diminuir o grau de interferência política.