CDS-PP questiona ministra sobre escalas ilegais na obstetrícia do Amadora-Sintra

Centristas acusam Governo de não ter acautelado "atempadamente" as férias dos profissionais de saúde.

O grupo parlamentar do CDS-PP dirigiu hoje um conjunto de oito perguntas à ministra da Saúde sobre as supostas escalas ilegais nas urgências de obstetrícia do Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra).

"Alegadamente, os profissionais estarão a fazer mais de 100 horas de urgência num mês, para além do que seria habitual e desejável. O hospital tem apenas, segundo o presidente da secção regional do Sul da Ordem dos Médicos, 'seis equipas com quatro elementos e fazem sete bancos de 24 horas em cinco semanas' e, em 50 fins de semana, os médicos do serviço de urgência de obstetrícia deste hospital 'estão ocupados em 30 fins de semana'", lê-se no requerimento dos democratas-cristãos.

De acordo com os deputados centristas, "está mais do que demonstrado que o Governo não acautelou atempadamente, como era sua obrigação, as férias dos profissionais durante o período de verão" e "o CDS-PP encara estes factos com muita preocupação, considerando ser absolutamente necessário e prioritário assegurar tanto o acesso à saúde, como a qualidade dos cuidados prestados como, naturalmente, as condições e horários de trabalho dos profissionais de saúde, o que, manifestamente, não está a acontecer".

"Confirma que o hospital tem apenas seis equipas com quatro elementos e que fazem sete bancos de 24 horas em cinco semanas?" e "que justificação apresenta para estas denúncias feitas pela Ordem dos Médicos?" são duas das questões colocadas pelo CDS-PP à responsável pela tutela, Marta Temido, à qual são ainda pedidas garantias de qualidade e segurança dos serviços prestados às grávidas naquele hospital e também que assegure o cumprimento das condições e horários de trabalho dos profissionais.

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