CDS propõe baixar em 15% a taxa efetiva média de IRS para todos

Centristas acreditam que "é hora de devolver às famílias o resultado desse enorme esforço".

O CDS anuncia que pretende "baixar em cerca de 15% a taxa efetiva média de IRS até 2023", um valor que implica "baixar em 2 pontos percentuais a taxa média efetiva da maioria dos agregados".

"Em média, os agregados pagarão menos 15% em IRS com esta proposta", reitera o comunicado, frisando que a medida em causa se traduz numa "redução de IRS para todos os escalões de rendimento".

Deste modo, o CDS revela que "todos os escalões terão redução, em particular os escalões da classe média", tendo em conta que a "a taxa média efetiva de IRS passará a ser de 10,9%".

Para que tal aconteça, o CDS revela que haverá a "alteração das taxas de imposto; revisão do regime de deduções IRS: ajustamento nos escalões e isenção de IRS de quantias investidas na economia, que só serão tributadas quando o valor regresse ao agregado".

Os centristas acreditam que "atingido equilíbrio orçamental", "é hora de devolver às famílias o resultado desse enorme esforço", nomeadamente dando mais "liberdade às famílias".

"O excedente orçamental deve estar ao serviço da redução de impostos, não do aumento da despesa. E queremos valorizar a poupança e o investimento, não tributando o rendimento investido. O país está a endividar-se face ao exterior, precisamos de poupança Sem poupança não há investimento. E sem investimento não há emprego e crescimento. Sem poupança estamos vulneráveis a choques externos, a novas crises", acrescenta o comunicado.

Para que tal seja levado a cabo, o partido liderado por Assunção Cristas pretende que seja feita uma "redução faseada", apontando para uma "redução completa" em 2023.

"No total dos quatro anos, esta redução custa 3,2 mil milhões euros. Esta redução corresponde a 60% do excedente orçamental previsto no Programa de Estabilidade para quatro anos. Não necessita de qualquer corte de despesa adicional. Para o CDS, o excedente orçamental é dos portugueses, não do Governo, e por isso deve ser colocado ao serviço da redução de impostos. Se há excedente, tem de haver redução dos impostos sobre o rendimento", realça o comunicado.

Os centristas apresentam exemplos práticos para cada agregado familiar:

- Num agregado que ganha 1000 euros/mês, isso equivale a uma redução da taxa média efetiva de 2 pontos percentuais, e numa poupança média de cerca de 380 euros Esse agregado terá uma taxa média efetiva de 1,92%.

- Num agregado que ganha 1500 euros/mês, isso equivale a uma redução da taxa média efetiva de 2 pontos percentuais, e numa poupança média de cerca de 480 euros. Esse agregado terá uma taxa média efetiva de 3,57%.

- Num agregado que ganha 2000 euros/mês, isso equivale a uma redução da taxa média efetiva de 2 pontos percentuais, e numa poupança média de cerca de 530 euros. Esse agregado terá uma taxa média efetiva de 6,77%.

- Num agregado que ganha 2600 euros/més, isso equivale a uma redução da taxa média efetiva de 2 pontos percentuais, e numa poupança média de cerca de 610 euros. Esse agregado terá urna taxa média efetiva de 10,72%.

- Num agregado que ganha 3200 euros/mês, isso equivale a uma redução da taxa média efetiva de 2 pontos percentuais, e numa poupança média de cerca de 722 euros. Esse agregado terá uma taxa média efetiva de 13,59%.

- Agregados que ganhem até 3200 euros/mês pagarão sempre, em média, uma taxa média efetiva abaixo dos 14%.

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