CDS quer "responsabilidades políticas" do Governo no relatório de Tancos

O CDS apresenta várias propostas de alteração ao relatório apresentado pelo socialista Ricardo Bexiga. Telmo Correia fala num "buraco negro" nas responsabilidades políticas e "inaceitável parcialidade".

Mais do que uma "nebulosa", o CDS encontra no relatório sobre o roubo e aparecimento de armas de Tancos "um buraco negro" que fez desaparecer eventuais responsabilidades políticas do atual Governo, no caso de Tancos e que, a não ser alterado, levará ao voto contra do partido.

Em declarações à TSF, o deputado centrista Telmo Correia considera que o relatório assinado pelo socialista Ricardo Bexiga "procura atirar muitas responsabilidades para o Exército e para a hierarquia militar" e serve quase de "alegação de defesa do Governo".

"Quando se vai para a parte política há uma parte que é consensual que há falhas de investimento de vários governos mas depois, as responsabilidades políticas concretas desaparecem completamente".

"Sabemos hoje que o Ministério da Defesa foi informado sobre sobre existência de uma ilegalidade por parte da Polícia Judiciária Militar sobre a operação de encenação que foi montada e combinada com os informadores e os assaltantes para a devolução das armas. O Ministério da Defesa teve em sua posse toda a informação sobre esta matéria e durante praticamente um ano nada foi feito em relação a isso", acusa Telmo Correia.

O CDS considera ainda que o relatório é "omisso" em relação ao que foi apurado sobre o conhecimento que António Costa terá tido: "o próprio primeiro-ministro matinal não admitiu ter esses documentos em sua posse" apesar de questionado no Parlamento.

O CDS prepara-se para votar contra caso não existam alterações no relatório e seja "inscrita a responsabilidade política dos governantes, a responsabilidade administrativa de alguns principais colaboradores e a responsabilidade do primeiro-ministro".

"O relatório apresentado pelo Relator e deputado do Partido Socialista é um documento substancialmente omisso e incompleto na análise e descrição dos factos apurados pela Comissão Parlamentar de inquérito", defende o CDS.

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