«Confio muito na inteligência dos portugueses», diz Passos Coelho

No XIV congresso do PSD/Madeira, Passos Coelho classificou de «amnésicos» os que defendem a renegociação do acordo com a troika e frisou que o Governo tem de manter a firmeza.

No discurso de encerramento do XIV congresso regional do PSD/Madeira, e a dois dias da votação final global do Orçamento do Estado para 2013, o primeiro-ministro reafirmou a convicção de que está a trabalhar para salvar o país, não se importando que para tal tenha de perder eleições.

«Não tenho nenhum problema em enfrentar a impopularidade, posso bem com aqueles que pensam diferente de mim e posso bem com aqueles que acham que estamos a seguir um caminho de austeridade excessiva. Confio muito na inteligência dos portugueses», declarou Passos Coelho, na Madeira.

«Quando disse que estava mais interessado no país do que no resultado eleitoral do PSD, pretendia não dizer mais do que isto: se tivermos de ter a incompreensão de alguns por estarmos a colocar o país onde ele pode representar uma esperança de futuro, então prefiro não ter o aplauso público mas garantir um futuro a Portugal», esclareceu.

O primeiro-ministro defendeu que o Governo tem de «saber ir contra a corrente e manter firmeza», não devendo alinhar «na demagogia e no populismo que nos trouxeram até aqui».

Dirigindo-se aos que têm defendido a renegociação do acordo com a troika e a quem afirma que já foi ultrapassado o limite para os sacrifícios impostos aos portugueses, Passos Coelho deixou uma mensagem clara: renegociar é sempre um mau negócio.

«Vamos por um minuto supor que aqueles que andam tão incomodados com esta persistência do Governo, tivessem razão, mas supor que estamos a atingir o limite das nossas possibilidades. O que é que sugerem os amnésicos? Sugerem que chamemos a troika para lhe dizer que isto não se pode cumprir e que portanto devíamos negociar», criticou.

«Eu não conheço ninguém que tivesse admitido que não conseguia atingir o objetivo que contratou e que tivesse a seguir melhores condições do que as que antes negociadas. Eu não conheço nenhuma situação», rematou Passos Coelho.

Numa altura em que a refundação do Estado e o corte de quatro mil milhões de euros na despesa pública têm marcado parte do discurso do Governo, Passos Coelho apelou à união dos portugueses.

«Há coisas que têm de mudar mais profundamente. Nós sabemos que se queremos ser sustentáveis para futuro temos que fazer as coisas de outra maneira e, esse é um debate que deve unir os portugueses. Nós queremos salvar o Estado Social», assegurou.

«Mas para não fazer como os socialistas, que falam muito mas acabam por dar cabo das condições que nos permitissem consagrar um verdadeiro Estado Social, temos de o refundar para garantir que o dinheiro que temos chega aos que mais precisam e que o investimento que fazemos é reprodutivo para futuro», defendeu Passos Coelho.

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