Congresso do CDS pode ser adiado

Fontes da comissão executiva do CDS, que vai reunir ao início desta tarde, confirmam à TSF que está em cima da mesa o adiamento do congresso marcado para este fim-de-semana.

O adiamento do XXV Congresso do CDS é um passo lógico perante a atual situação política. Fontes do partido, contactadas pela TSF, lembram que o conteúdo das três principais moções, uma de Paulo Portas, e outras duas, uma encabeçada por Pires de Lima, e outra pelos eurodeputados Nuno Melo e Diogo Feio, perderam qualquer sentido perante os acontecimentos dos últimos dois dias.

O cenário mais provável para a reunião desta tarde é a retirada das moções e o adiamento do congresso.

As moções estavam construídas sobre um cenário que se alterou de forma radical desde segunda-feira. Os três textos propunham uma mudança de rumo para um governo que poderá estar a prazo, e continham propostas como um alívio da carga fiscal já para o próximo ano, ou uma mudança no discurso político do governo perante os parceiros europeus.

A esta altura, de facto, não fará grande sentido lançar críticas a Vítor Gaspar, que já não é ministro das finanças, ou propôr uma mudança de rumo a um primeiro-ministro que pode ter os dias contados.

O XXV Congresso do CDS está marcado para este fim-de-semana, 6 e 7 de Julho, na Póvoa de Varzim, e é um congresso eletivo. Aliás, este será o primeiro congresso do CDS após o abandono das eleições diretas para a liderança do partido, o que na prática significa que qualquer primeiro subscritor de uma moção é também candidato à liderança.

Continuar a ler

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de