"Consenso nacional" promoveu "avanço excelente" no combate à toxicodependência

Presidente considera que "consenso nacional, continuidade das políticas e visão internacional" estiveram na origem do sucesso considerado "exemplar" na Europa e no mundo

O Presidente da República defendeu, esta tarde, que o facto de Portugal ser considerado "um bom exemplo" a nível europeu e mundial no desenvolvimento de políticas para a toxicodependência desde a década de oitenta se deveu em muito ao "consenso nacional" relativo a essas matérias, "à continuidade das políticas" nas últimas duas décadas e a uma "política de conjugação de esforços que foi essencial".

Durante uma visita ao Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, o Marcelo Rebelo de Sousa alertou para o risco de que os bons resultados façam com que estes temas deixem de ser considerados prioritários, mas salientou que os resultados são positivos - como têm sido em Portugal nas últimas décadas - quando há entendimentos, como aconteceu.

"Houve coisas importantíssimas. Primeiro, consenso nacional. Segundo, continuidade das políticas, não pararam com os ciclos dos governos ou das legislaturas. E, terceiro, visão internacional", adiantou o chefe de Estado.

"O Observatório foi muito importante. Há que dizer que, quando foi implantado em 1995, havia uma espécie de pacto nacional - não em tudo, mas neste pormenor - porque era um presidente de esquerda e um primeiro-ministro de centro-direita, que depois passou a ser de esquerda. Essa conjugação de esforços foi essencial", explica.

Depois de ter assistido a um retrato da situação do país em matéria de Droga e Toxicodependência face ao contexto Europeu, Marcelo Rebelo de Sousa sublinhou a conquista da alteridade "como uma grande conquista portuguesa", mas aconselhou a manutenção de muita "pedagogia" numa altura em que a Europa vive o desafio do crescimento da xenofobia. Também em Portugal, admitiu Marcelo, surgem alguns "receios e temores" à diferença.

"Há um equilíbrio que é preciso manter", insistiu Marcelo Rebelo de Sousa, sustentando que Portugal deve continuar a ser "ponte entre povos" e defendendo que "a pedagogia é essencial, porque não há batalhas que estejam sempre ganhas".

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