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Contratação de Sócrates nada teve a ver com ter sido primeiro-ministro

Paulo Ferreira, diretor de Informação da RTP, explicou que para um programa de comentário político é apenas necessário saber se a pessoa «está habilitada a fazer comentário e se é credível naquela área».

O diretor de Informação da RTP explicou que a contratação de José Sócrates para um programa de comentário político nada teve a ver com o seu trabalho à frente de governos do país.

Em declarações à TSF, Paulo Ferreira explicou que a decisão de convidar alguém para um programa deste género apenas tem de ter em conta se a pessoa em causa está habilitada a fazer comentário e se é uma pessoa credível naquela área».

«Numa estrutura editorial, não podemos nunca estar a fazer a avaliação daqueles que consideramos bons ou maus governantes e as críticas passam muito por esse tipo de avaliação legítima por parte dos cidadãos», adiantou.

Para Paulo Ferreira, «seria terrível num jornal, numa televisão ou numa rádio termos um index dos que considerávamos maus governantes e que não teriam espaço mediático e direito à palavra pública».

O diretor de Informação da RTP desafiou ainda alguém a dizer que «um ex-primeiro-ministro eleito por duas vezes, a primeira das quais por maioria absoluta e que perdeu umas eleições com quase 30 por cento dos votos não pode ter representação num espaço público e mediático, que não pode ser ouvido e que deve ser banido do país de alguma maneira».

«Quando alguém me disser isso e achar que esse deve ser um dos critérios de uma Direção de Informação ou de uma direção editorial então que o assuma», acrescentou Paulo Ferreira.

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