Do planeamento ao sucesso de quatro anos de geringonça

Uma solução de Governo que não nasceu na noite eleitoral em 2015 e que já era desenhada antes por socialistas, comunistas, e não só. "A Geringonça", um livro da jornalista Inês Serra Lopes.

A geringonça é unir "as esquerdas" e governar ou governar contra "as direitas"? Pode ser ambas as hipóteses, e mais.

A jornalista Inês Serra Lopes, antiga diretora do Independente e do Semanário Económico, falou com protagonistas envolvidos nas primeiras conversas para a formação da solução de Governo que uniu o PS, ao PCP, ao Bloco de Esquerda e aos "Verdes".

E percebeu que a ideia já vinha de trás. Antes das eleições e antes mesmo de António Costa ser secretário-geral dos socialistas.

No livro "A Geringonça" (Oficina do Livro), a jornalista lembra a intervenção de António Costa, antes mesmo do congresso em que se tornou secretário-geral.

Foi no congresso do Livre, a convite de Rui Tavares. O Livre foi o único partido que defendeu uma aliança das esquerdas, no programa que submeteu aos eleitores em 2015 (e o Livre não elegeu nenhum deputado).

Outra ideia que atravessa "A Geringonça" é a necessidade que todos os intervenientes tinham de afastar o PSD e o CDS do Governo, para sobreviverem politicamente.

Todos os momentos-chave do processo estão explicados, e muitos dos que ainda hoje discordam da solução encontrada explicam as suas razões.

Nesta entrevista, Inês Serra Lopes garante que uma próxima gerigonça começou a ser falada, mas tal como em 2015, "está dependente dos resultados eleitorais".

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