E agora? PSD garante que "não há cortes de relações entre os partidos"

Depois de chumbada a recuperação integral do tempo de serviço dos professores, o líder parlamentar do PSD sublinhou que, mesmo com "momentos de tensão", a política é feita de "diálogo entre os partidos".

Fernando Negrão considera que a "nódoa" deixada no pano político por parte do primeiro-ministro foi "ter criado artificialmente uma crise" que "veio prejudicar a governação do país", mas, apesar das críticas feitas aos socialistas antes, durante e após o debate sobre a recuperação do tempo de serviço dos professores, o presidente do grupo parlamentar do PSD garante que as relações entre socialistas e social-democratas não se encontram num "momento crítico".

"Não há momentos críticos nas relações entre os partidos. Não há cortes de relações entre os partidos, nem há encerramento de portas entre os partidos quando se vive em democracia", disse, no parlamento, Fernando Negrão, no final da sessão plenária desta sexta-feira, em que os deputados rejeitaram o diploma da recuperação integral do tempo de serviço congelado aos professores.

Assinalando que nos próximos tempos os portugueses vão voltar a assistir a "momentos tensos" entre PSD e PS, o líder da bancada do social-democrata desdramatiza a "crise política" da última semana, e garante que o diálogo vai continuar no âmbito parlamentar: "Temos de continuar a falar no parlamento".

"Em democracia é natural que haja momentos de maior tensão, e este foi um momento de maior tensão, foi um momento de grande tensão, mas que se vai dissipando com o tempo. O diálogo entre todos os partidos políticos, e não estou apenas a falar do PSD e do PS, ressurgirá com naturalidade", insistiu Fernando Negrão.

Ainda assim, o social-democrata não desarma nas críticas à forma como António Costa reagiu , na passada semana, às notícias vindas da comissão parlamentar de Educação e Ciência, na sequência da aprovação, na especialidade, da recuperação integral do tempo de serviço dos professores.

"O país tem muitos e graves problemas que têm de ser resolvidos, e é isso que os portugueses querem, não querem crises artificiais", disse ainda o social-democrata.

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