Elisa Ferreira vai ficar com a pasta da Coesão e Reformas em Bruxelas

Ursula Von der Leyen revelou esta terça-feira a pasta atribuída a cada um dos novos comissários europeus. A Comissão Von der Leyen conta com uma paridade de género inédita: 14 homens e 13 mulheres.

Elisa Ferreira vai ficar com a pasta de Coesão e Reformas em Bruxelas, uma adaptação da anterior pasta de Política Regional. O anúncio foi feito pela presidente eleita da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A comissária designada por Portugal para integrar o futuro executivo comunitário vai trabalhar de perto com o vice-presidente executivo Frans Timmermans, que supervisionará o trabalho da comissária da Coesão e Reformas, assim como dos comissários responsáveis pela Agricultura, Saúde, Transportes, Energia e Ambiente e Oceanos.

Numa conferência de imprensa na sede do executivo comunitário, às 12h00 locais (menos uma em Lisboa) Ursula von der Leyen anunciou a distribuição de pelouros entre os comissários que constituem o seu colégio e explicou a forma como pretende que a Comissão Europeia trabalhe no mandato de cinco anos que terá início em 1 de novembro próximo.

A presidente eleita da Comissão Europeia diz que aprendeu muito com Jean-Claude Juncker e fala de uma equipa "justa e equilibrada".

Ursula von der Leyen não nomeou as pastas atribuídas a cada um dos comissários, mas destacou algumas: Margrethe Vestager (Dinamarca) vai ficar com o plouro do Emprego, Crescimento e Competitividade; Virginijus Sinkevicius (Lituânia) com a pasta do Ambiente e Oceanos; Vera Jourova (República Checa) com a dos Valores e Transparência e Dubravka Suica (Croácia) fica responsável pela Democracia e Demografia.

Na lista com os nomes dos 26 comissários propostos pelos Estados-membros e que receberam o aval de Von der Leyen (o Reino Unido não designou nenhum comissário, dado ter prevista a sua saída do bloco europeu em 31 de outubro, na véspera da entrada em funções da nova Comissão Europeia) destaca-se o facto de o futuro colégio, que ainda terá de receber o aval do Parlamento Europeu, contar com uma paridade de género inédita: serão 14 homens e 13 mulheres.

A Comissão Von der Leyen deverá contar com nove membros da maior família política europeia, o Partido Popular Europeu (PPE), entre os quais a própria presidente do executivo, 10 dos Socialistas Europeus (S&D, a sigla de Socialistas e Democratas), entre os quais a comissária de Portugal, seis dos Liberais (a nova aliança Renovar a Europa), e ainda um dos Verdes Europeus e outro dos Conservadores e Reformistas Europeus.

O 'novo' colégio contará com vários elementos 'repetentes', pois serão, à partida, sete os comissários que já fizeram parte do executivo comunitário liderado por Jean-Claude Juncker (2014-2019): o austríaco Johannes Hahn, a búlgara Mariya Gabriel, a dinamarquesa Margrethe Vestager, o holandês Frans Timmermans, o irlandês Phil Hogan, o letão Valdis Dombrovskis, a checa Vera Jourova.

'Fechado' o elenco executivo e atribuídas as pastas, cada comissário indigitado irá ser submetido ao escrutínio da respetiva comissão parlamentar (em alguns casos, mais do que uma) na assembleia europeia, respondendo a cinco perguntas escritas, antes de ser questionado exaustivamente durante três horas pelos eurodeputados, numa audição transmitida em direto.

Fonte parlamentar confirmou à Lusa que as datas de 30 de setembro a 8 de outubro para as audições dos comissários indigitados estão "praticamente confirmadas", e se algum ou alguns dos comissários indigitados não "passarem" no crivo dos eurodeputados, poderão ser agendadas audições adicionais na semana de 14 de outubro, antes de o Parlamento Europeu se pronunciar em definitivo relativamente ao conjunto do colégio, o que deverá suceder em 22 de outubro.

A nova Comissão Europeia deverá entrar em funções em 1 de novembro.

Elisa Ferreira, 63 anos, foi ministra dos governos chefiados por António Guterres, primeiro do Ambiente, entre 1995 e 1999, e depois do Planeamento, entre 1999 e 2002, foi eurodeputada entre 2004 e 2016, tendo ocupado desde setembro de 2017 o cargo de vice-governadora do Banco de Portugal.

A futura comissária, a primeira mulher portuguesa a integrar o executivo comunitário desde a adesão de Portugal à comunidade europeia (1986), sucederá a Carlos Moedas, que foi comissário indicado pelo anterior governo PSD/CDS-PP, e que teve a seu cargo a pasta da Investigação, Ciência e Inovação e foi nomeado em novembro de 2014.

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