Em fase de "execução final": das 259 casas, só falta reconstruir 18

Nelson de Souza falou das ações do Governo "para que jamais se repita, para que jamais este território tenha de provar o amargo que sentiu com a tragédia que sobre ele se abateu".

Nelson de Souza, ministro do Planeamento, revelou, à saída da reunião do Governo com os autarcas das zonas afetadas pelos fogos de 17 de junho, que a reconstrução está numa fase de "execução final".

Das 259 habitações por reconstruir, "231 (93%) já estão construídas", asseverou o ministro. Nelson de Souza adiantou ainda que as 18 casas ainda em execução, dos quais 10 casos estão em investigação pelo Ministério Público ou de análise por suspeitas de irregularidade.

"Os outros oito processos a muito curto prazo verão resolução", prometeu o ministro, ao mesmo tempo que apontou para o final de mês de junho para a conclusão dos restantes casos.

Nelson de Souza garantiu que o Governo encara o direito à habitação como um fator "fundamental para garantir uma vida digna". "Não descansaremos enquanto houver alguém que se queixe, nem deixaremos de ouvir, mesmo findo o projeto, todas as pessoas que não se sintam visadas pelas soluções", acrescentou.

A representar a tutela, o ministro do Planeamento considerou que o fundo Revita foi fundamental para a materialização das contribuições em novas casas, bem como a solidariedade dos portugueses, que também amealharam donativos. A prioridade foi, disse, as habitações permanentes.

No entanto, Nelson de Souza fez questão de frisar que também a "afetação de empresas e equipamentos" numa área com baixa densidade populacional foi dramática. Assim, foi necessário colocar em prática um "programa para repor atividade e concertar equipamentos", no qual 10 milhões de euros foram destinados a empresas dos três concelhos afetados: Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra.

Foi também meta do Governo atrair novas empresas, com incentivos ao empreendedorismo em cerca de mais 23 milhões de euros para o território, o que constitui, para o ministro, um recomeço "promissor".

Quanto aos planos para o futuro do território, Nelson de Souza faz coro com o ministro da Agricultura: "As questões estruturais não podem ser resolvidas no intervalo de um ano e meio."

Ainda assim, o ministro do Planeamento realçou o consenso alargado para conter o eucalipto, exceto em condições extraordinárias, em que se impõe "repor o que já existe".

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