Política

Governo aberto a propostas sobre reforma do Estado

O Governo afirma-se aberto a discutir propostas sobre a reforma do Estado até ao final da sessão legislativa. No final da Conferência de Líderes, hoje no Parlamento, o ministro Miguel Relvas detalhou o calendário.

Portugal assumiu com a troika o compromisso de apresentar até fevereiro um plano para cortar quatro mil milhõs de euros na despesa do Estado, mas o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, insistiu hoje que a reforma não se esgotará nessa altura.

«Até ao fim da sessão legislativa, isto é, até junho, estamos abertos a alterações. Ou seja, a proposta que o Governo entregará em fevereiro não é uma proposta final, não é uma proposta fechada. Estamos abertos às sugestões que virão do Parlamento e da sociedade civil». disse Miguel Relvas à saída da conferência de líderes parlamentares.

O líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, deixou claro que os socialistas pretendem participar «num debate alargado sobre a reforma do Estado» mas «não vamos participar na questão de como é que o Governo corta os quatro mil milhões de euros» porque «são consequência da sua má gestão».

Pelo PCP, Bernardino Soares, avisou que os comunistas não vão participar «neste grupo de trabalho».

«Será preciso cortar nos juros da dívida, será preciso cortar nos benefícios que se entregam aos grupos financeiros, mas certamente não é nas funções do Estado», defendeu o líder da bancada do PCP.

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