Governo: Jerónimo de Sousa defende eleições antecipadas

Para o líder do PCP, «não há outra saída democrática digna» para a situação do país que não seja a marcação de eleições antecipadas.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje que o Presidente da República assume «graves responsabilidades» perante o atual momento político, defendendo a dissolução do Parlamento e a realização de legislativas antecipadas.

«Nós consideramos que não há outra saída democrática digna que não seja a dissolução da Assembleia da República e consequentemente a marcação de eleições antecipadas», defendeu Jerónimo de Sousa.

Jerónimo de Sousa falava aos jornalistas, no Parlamento, após a declaração ao país do primeiro-ministro, Passos Coelho, que anunciou que não pediu a exoneração do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros apesar do pedido de demissão de Paulo Portas.

O secretário-geral do PCP considerou que o Presidente da República «assume graves responsabilidades caso mantenha a sua posição de assistência» do «espetáculo pouco digno, que se verifica neste governo sem saída que de facto está derrotado».

Jerónimo de Sousa considerou que Passos Coelho fez uma «intervenção sem sentido» de quem «se recusa a verificar que a maioria já não existe e que o Governo não tem saída» e apelou para os portugueses se manifestarem «até à derrota final» do Governo.

«O povo português deve continuar a lutar e nesse sentido, amanhã mesmo [quarta-feira], nós fazemos um apelo aos democratas, aos patriotas» para que «se manifestem na baixa de Lisboa».

Para o PCP, com a convocação de eleições antecipadas abrir-se-ia a «possibilidade real de uma política alternativa, patriótica e de esquerda».

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