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Joana Amaral Dias «surpreendida» com exclusão das listas da direcção

A ex-dirigente do Bloco de Esquerda, Joana Amaral Dias, disse este sábado estar surpreendida e não ver «qualquer razão» para a sua saída da lista para a Mesa Nacional, garantindo, contudo, que não vai abandonar o partido.

«Vejo este afastamento com alguma surpresa. Tenho dado um contributo sistemático e o melhor que posso e sei ao Bloco de Esquerda», disse Joana Amaral Dias à TSF.  

Segundo Joana Amaral Dias, as razões dadas pelo BE para a sua exclusão da direcção «não são consistentes».

Apesar desta decisão, a ex-dirigente do BE disse estar disponível para trabalhar com o partido.

A lista de oitenta elementos proposta pela direcção do Bloco de Esquerda à Mesa Nacional aposta na «continuidade estratégica» mantendo os principais nomes do partido, e exclui Joana Amaral Dias.

Francisco Louçã volta a liderar a lista de 80 nomes à Mesa Nacional, o órgão máximo do Bloco entre convenções, onde se mantêm Luís Fazenda, Ana Drago, Miguel Portas, Fernando Rosas, Helena Pinto e Cecília Honório.

Entre as poucas mudanças regista-se a saída de Joana Amaral Dias que, de acordo com fonte do BE, não foi incluída na Mesa Nacional devido a ter «reduzido a sua participação política no partido».

Em 2007, a manutenção de Joana Amaral Dias na Mesa Nacional foi contestada por alguns delegados depois de ter apoiado Mário Soares às presidenciais de 2006.

No entanto, à TSF, fontes do BE garantiram que a exclusão de Joana Amaral Dias não se deveu ao facto de esta apoiar Mário Soares.

Entretanto, Francisco Louçã já comentou a saída de Joana Amaral Dias, sublinhando que, apesar do sucedido, não há qualquer «ruptura».