Legislatura com estes resultados "teria sido muito difícil" sem Marcelo

Ferro Rodrigues concordou com o diagnóstico traçado antes pelo Presidente da República de que esta foi uma legislatura diferente das outras.

O presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, defendeu hoje que sem o apoio e convergência de Marcelo Rebelo de Sousa com o parlamento "teria sido muito difícil" cumprir a legislatura com os mesmos resultados.

Ferro Rodrigues agradeceu a colaboração institucional e pessoal do Presidente da República em breves declarações antes de um jantar oferecido por Marcelo Rebelo de Sousa, por ocasião do final da sessão legislativa, ao presidente e vice-presidentes da Assembleia da República, aos líderes dos grupos parlamentares, e aos secretários e vice-secretários da Mesa da Assembleia da República.

"O seu apoio ao parlamento também foi fundamental no momento em que o parlamento ganhou essa centralidade, sem o seu apoio e sem a sua convergência teria sido muito difícil cumprir esta legislatura com os resultados que ela teve, não apenas no plano legislativo, mas também no plano social e financeiro", afirmou.

Ferro Rodrigues concordou com o diagnóstico traçado antes pelo Presidente da República de que esta foi uma legislatura diferente das outras e salientou que a inovação começou com a sua própria eleição.

"A começar pela própria eleição do Presidente da Assembleia da República, oriundo não do partido mais votado, mas do segundo mais votado, e ainda eleito numa altura em que era outro o Presidente da República e outro o primeiro-ministro", afirmou, referindo-se a Cavaco Silva e Passos Coelho.

"Não me esqueço disso e também do facto de o senhor Presidente da República, logo que foi eleito e ainda antes de tomar posse, ter ido à Assembleia da República e saudado o presidente eleito", afirmou.

Ferro Rodrigues classificou a atual legislatura como "muito positiva para o país", para o seu prestígio e para a melhoria da coesão nacional e social.

"Poder-se-á dizer que o que aconteceu é o normal em democracia, mas podemos sempre especular o que teria acontecido se fosse outro o Presidente da República nas circunstâncias em que ocorreu esta legislatura", apontou.

O presidente da Assembleia da República fez questão de notar que, de ano para ano, o relacionamento entre as várias bancadas foi melhorando e "as desconfianças naturais" que existiam no início da legislatura se foram dissipando.

Nos cerca de dez minutos em que os restantes convidados aguardaram, na Sala dos Embaixadores, pelos cumprimentos de Marcelo Rebelo de Sousa e Ferro Rodrigues foi visível o ambiente informal e distendido entre os representantes das várias bancadas.

Os líderes parlamentares do PS e do PSD, Carlos César e Fernando Negrão, iam conversando enquanto esperavam, o mesmo acontecendo com o presidente da bancada do CDS-PP, Nuno Magalhães, que -- pela ordem do protocolo em função do número de votos dos partidos -- ficou colocado no meio dos representantes mais à esquerda da 'geringonça', Pedro Filipe Soares (BE), João Oliveira (PCP) e Heloísa Apolónia (PEV).

Salientando que houve "quatro momentos decisivos" na atual legislatura, a aprovação dos Orçamentos do Estado, Ferro Rodrigues apontou o consenso para discutir já na sexta-feira o mais recente veto de Marcelo Rebelo de Sousa à lei do lóbi, apesar de o regimento prever um prazo mais dilatado.

"Isso mostra como há condições excecionais de relacionamento político entre as diversas bancadas em que o senhor Presidente da República também acaba por ter influência", afirmou.

Ferro Rodrigues aproveitou para saudar os que deixarão o parlamento e já não estarão presentes na próxima ocasião em Belém, para os tradicionais cumprimentos de Natal, num momento em que também ainda não falou sobre o seu futuro político.

"A composição deste grupo será provavelmente diferente. Uma parte depende individualmente das pessoas, outra dos partidos e a terceira, e fundamental, do eleitorado. Mas espero que, com saúde e energia, todos os que vão sair tenham um futuro melhor ainda do que o presente", desejou.

Ao Presidente da República, Ferro Rodrigues desejou umas "ótimas férias".

"Apesar de não estarmos a contribuir para essas férias com o volume de diplomas que lhe vamos enviar, sobretudo a partir de sexta-feira", reconheceu.

"Não", concordou o chefe de Estado, em tom bem-disposto.

Além de Ferro Rodrigues, marcaram presença no jantar os vice-presidentes da Assembleia da República Jorge Lacão (PS), José Matos Correia (PSD) e José Manuel Pureza (BE).

Fizeram também parte da lista de 24 convidados para o jantar (que incluiu elementos de Belém e de São Bento), os líderes parlamentares do PSD, Fernando Negrão, do PS, Carlos César, do BE, Pedro Filipe Soares, do CDS-PP, Nuno Magalhães, do PCP, João Oliveira, do PEV, Heloísa Apolónia, e o deputado único do PAN, André Silva.

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, os secretários e 'vice' secretários da Mesa da Assembleia da República marcaram também presença neste habitual convívio de final de sessão legislativa.

Depois dos cumprimentos e antes do jantar houve direito a fotografia conjunta na varanda do Palácio de Belém, com Matos Correia -- um dos que deixará o parlamento -- entre Marcelo Rebelo de Sousa e Ferro Rodrigues.

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