Manifesto dos 70: Assinaturas já são suficientes para levar ao Parlamento

Foram precisas menos de 24 horas para garantir as quatro mil assinaturas necessárias para levar ao Parlamento a petição em defesa da reestruturação da dívida.

A petição foi lançada ontem pelos promotores do chamado manifesto dos 70, que defendem que uma eventual deliberação parlamentar não será fator de instabilidade. Pelo contrário, vai mesmo reforçar a capacidade de Portugal negociar com os credores internacionais.

Entretanto, esta tarde, o cabeça de lista da Coligação Aliança Portugal ao Parlamento Europeu (PE), Paulo Rangel, afirmou que o Manifesto não «teve a adesão dos portugueses», que «já saiu da agenda» e que «ninguém fala dele».

Ao contrário daquilo que os seus «promotores julgavam», o documento, intitulado "Reestruturar a dívida insustentável e promover o crescimento, recusando a austeridade", «não teve a repercussão que se esperava, nem teve a adesão dos portugueses», sustentou Paulo Rangel, que falava aos jornalistas, na tarde de hoje, em Coimbra, à margem de um debate sobre a Europa, promovido pelo PSD de Coimbra.

Os portugueses «sabem que um perdão de dívida teria consequências catastróficas nesta altura para a sua vida diária» e não «apenas para o país», sublinhou.

João Cravinho, um dos subscritores do Manifesto, «diz que nunca esteve em causa o perdão da dívida», mas «a palavra reestruturação tem um entendimento muito claro e não foi usada inocentemente», advogou o eurodeputado social-democrata e cabeça de lista da coligação PSD/CDS nas eleições europeias de 25 de maio.

«Toda a gente sabe» o que quer dizer a palavra reestruturação, salientou Rangel, admitindo que tenha havido "um recuo tático" por parte dos subscritores do documento que defende a reestruturação da dívida portuguesa.

«Eu até admito que haja pessoas que assinaram [o Manifesto] que não queriam perdão de dívida, mas outras queriam» esse perdão, assegurou, apontando Francisco Louçã como um dos subscritores do documento que «não fala de outra coisa há muito».

Continuar a ler

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de