Manifesto dos 70 confirma necessidade «urgente» da renegociação, diz Jerónimo

O secretário-geral do PCP afirmou que o manifesto subscrito por 70 personalidades é «tardio», mas vem confirmar a necessidade «urgente» da renegociação da dívida e a rutura com o atual rumo político.

No comício comemorativo do 93.º aniversário do partido, o líder comunista salientou que o manifesto conclui a necessidade «imediata» do país renegociar a sua dívida pública, reconhecendo a sua natureza insustentável e as consequências devastadoras que lhe estão associadas.

«Uma renegociação que, para o PCP, deve ser assumida por iniciativa do Estado português, na plenitude do direito soberano da salvaguarda dos interesses do país e do povo, assente num serviço de dívida compatível com o crescimento económico e a promoção do emprego, tendo como objetivo a sustentabilidade da divida no médio e longo prazo», referiu.

Jerónimo de Sousa aludia ao manifesto pela reestruturação da dívida subscrito por 74 personalidades, quer de esquerda, quer de direita.

O documento, divulgado na terça-feira, considera que a dívida pública de Portugal é insustentável e que não permite ao país crescer, defendendo uma reestruturação que deve ocorrer no quadro europeu.

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