Marcelo espera que Ursula tenha aprovação do quadro financeiro como prioridade

Marcelo Rebelo de Sousa reagiu à eleição de Ursula Von der Leyen para a presidência da Comissão Europeia.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou, esta quarta-feira, esperar que a aprovação do quadro financeiro plurianual e a união económica e monetária sejam prioridades da nova presidente da Comissão Europeia.

"Isto é, deixar para o futuro arrumada uma matéria fundamental que é que dinheiro é que existe, como é que vai ser aplicado, com que prioridades, e depois avançar", disse aos jornalistas Marcelo Rebelo de Sousa, em Penacova.

"Porque se isso não fica aprovado, pode haver muitos sonhos, muitas ambições, muitos objetivos, vai-se adiando os meios e a aprovação dos meios para se realizar esses objetivos e isso não é bom para ninguém, não é bom para a Europa, não é bom para os europeus", considerou o Presidente da República.

Em declarações em Penacova, distrito de Coimbra, à margem das celebrações do Dia do Município e da celebração dos 100 anos da eleição de António José de Almeida como Presidente da República, o chefe de Estado congratulou-se com a eleição da alemã Ursula Von der Leyen como presidente da Comissão Europeia, lembrando que 60 anos depois do início da história das comunidades europeias, uma mulher chega pela primeira vez a presidente da Comissão e outra mulher, Christine Lagarde, a presidente do Banco Central Europeu.

"O mundo está a mudar e está a mudar para melhor", argumentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Questionado sobre se está na altura de Portugal ter uma comissária europeia, o Presidente da República respondeu que essa é "um opção" que depende "essencialmente" da nova presidente da Comissão Europeia.

"A presidente da Comissão pediu aos estados-membros a indicação de dois nomes, um homem e uma mulher. E ela depois é que olhando para os pelouros vai entrevistar os dois, multiplicados por muitos Estados e depois escolherá as peças em função das pessoas, as pessoas em função dos pelouros", explicou.

"Com uma ideia clara, que é 50% de homens, 50 % de mulheres. Quem forma a equipa é a nova presidente da Comissão", reafirmou o chefe de Estado.

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