demissão

Miguel Relvas abandona o Governo (oficial)

O ministro Miguel Relvas demitiu-se do governo e a informação é já oficial nesta altura. Passos Coelho «enaltece a lealdade» e o «valioso contributo».

De acordo com o que a TSF apurou, a demissão estará relacionada com o relatório relacionado com a licenciatura na Universidade Lusófona.

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Entretanto, o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, já aceitou o pedido de demissão apresentado pelo ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, anunciou o gabinete do chefe do Governo.

«O gabinete do primeiro-ministro informa que o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, apresentou ao primeiro-ministro o seu pedido de demissão, que foi aceite. Em face desta situação, o primeiro-ministro proporá oportunamente ao Presidente da República a exoneração do ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares e a nomeação do seu substituto», lê-se numa nota enviada à comunicação social.

Não é indicado o motivo da demissão de Miguel Relvas, que é considerado o "braço-direito" político do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Na mesma nota, «o primeiro-ministro enaltece a lealdade e a dedicação ao serviço público com que o ministro Miguel Relvas desempenhou as suas funções, bem como o seu valioso contributo para o cumprimento do Programa do Governo numa fase particularmente exigente para o país e para todos os portugueses».

Miguel Relvas foi o "número dois" de Passos Coelho nas suas candidaturas à liderança do PSD, a última das quais vitoriosa, assumindo em seguida o cargo de secretário-geral e porta-voz da direção social-democrata.

Na sequência das legislativas de 5 de junho de 2011, Passos Coelho escolheu Miguel Relvas para ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, responsável pela coordenação política do executivo, pela tutela da comunicação social e pela reforma da Administração Local.

A passagem de Miguel Relvas pelo XIX foi marcada por diversas polémicas, relacionadas com a sua licenciatura, com as suas relações com o antigo diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, e alegadas pressões a jornalistas.

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