Política

Miguel Relvas interrompido por "Grândola Vila Morena"

O ministro dos Assuntos Parlamentares cantou também a canção de José Afonso, numa ação em que cerca de duas dezenas de pessoas exigiram a sua demissão.

O ministro dos Assuntos Parlamentares foi interrompido enquanto discursava no Clube dos Pensadores por populares que cantaram a canção "Grândola Vila Morena".

Miguel Relvas foi interrompido quando discursava há cerca de cinco minutos num hotel de Gaia por manifestantes que exigiram a sua demissão e gritaram «fascistas nunca mais», «gatunos» e «demissão».

O titular da pasta dos Assuntos Parlamentares acompanhou os populares, tendo também cantou "Grândola Vila Morena", ao tentar acertar com a letra da música popularizada por José Afonso.

Após a saída dos manifestantes, o titular da pasta dos Assuntos Parlamentares, que viu muitos na sala fazerem-lhe perguntas incómodas, que reiterou a ideia de que nada o inibe.

Relvas, que foi muito criticado durante a sessão de perguntas e respostas, disse que estava ali «para discutir política e que nada tem a esconder na minha vida» e que a pior coisa que um governante pode fazer é amedrontar-se.

«Toda a minha vida é clara, sou uma pessoa íntegra. Nunca tive nenhum processo», acrescentou o titular da pasta dos Assuntos Parlamentares.

O ministro foi questionado se faria um exame para provar que tem um curso superior e também respondeu a uma pergunta relacionada com a verba que o Governo injetou no BPN e no BANIF.

À pergunta de uma estudante sobre o que falta para o Governo ir embora, Miguel Relvas disse que esta questão será uma «opção que os portugueses vão ter em 2015».

«Em 2015, vamos ver o que dá», acrescentou Relvas, que mais tarde acrescentou que os resultados da ação do Executivo «falarão por nós no final da legislatura».

Os desempregados e os ataques à Função Pública foram outros dos temas das perguntas feitas a Relvas, que foi lembrando que o atual Governo encontrou o país numa situação muito difícil e que não é diferente da de outros países da Europa.

Durante esta sessão do Clube dos Pensadores, houve várias ameaças relativas à chamada da polícia ao local, mas o ministro não autorizou que isso acontecesse.

Numa sessão, com muita confusão e muitas acusações, e que o moderador do Clube dos Pensadores disse a mais difícil dos últimos sete anos, Miguel Relvas considerou que foi uma «noite normal».

«Sabia quando aqui vim que iria haver perguntas de todo o âmbito, que haveria manifestações organizadas, mas é a vida e temos de estar preparados para tudo», adiantou o ministro.

Relvas aproveitou ainda para dar os parabéns ao moderador e ao Clube dos Pensadores porque, na sua opinião, «são instituições como estas da sociedade civil que enriquecem a nossa sociedade».

«A oportunidade de alguns poderem protestar é um bom exemplo de que valeu a pena a existência desta iniciativa», concluiu o ministro que diz são estas iniciativas que o deixam estimulado para governar.

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